O blog morreu?

Posted Junho 25, 2009 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, garotas/garotos, gerenciando, surtos e afins, vingancinhas

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A Natália me mandou um e-mail na semana passada desabafando depois de ler um post do Coisa Errada. Não a conhecia e, no fim, acabamos trocando e-mails e ela me deu um excelente conselho sobre o tema do último texto do blog. Como ela disse, é muito difícil tomar uma decisão porque envolve pessoas próximas a mim. É muito fácil mandar tomar no olho do cu um comentário imbecil anônimo que apareça aqui no blog. Entretanto, quando é o meu namorado que se chateia (e finge que não) depois de tirações de onda de amigos dele, me dói. Eu adoro o blog, sinto necessidade de postar aqui, mas até que ponto tenho essa liberdade? Até onde minha vontade não fere quem me cerca e quem eu amo?

Além disso, vem outro ponto: sinceramente não acredito que sejam apenas ‘brincadeiras’ o que os amigos dele fazem, sabe? Ele se chateia, sim. Fica pensando naquilo por um bom tempo e finge que não. Dá risada, diz que não tem nada a ver, mas fica um fundinho escuro nos olhos dele que sempre me mostra o quanto se magoou.  Um fundinho de tristeza.

Eu vejo essa pegação no pé de maneira muito simples. Não são ataques ao Coisa Errada e ao fato de eu escrever aqui; afinal, realmente não é da conta de ninguém, certo? Fiquei pensando: porra, que coisa idiota é essa de ficar acessando o blog, de butuca, só de olho no que eu faço, penso e como me comporto. E então tive uma luz.

Eles criticam o blog querendo criticar a mim, na verdade. Os ataques são a mim, ao meu jeito e aos meus absurdos. ‘Um absurdo, um blog desses. Um aburdo, uma mulher dessas. Um absurdo AINDA MAIOR, meu amigo estar de quatro por esse tipinho imprestável’.

Tremenda hipocrisia, mas enfim.

Daí, não tem como não pensar exatamente como vocês: quem diabos são esses amigos que querem deliberadamente chateá-lo? Pois é, galera, eu também não sei. Só sei que são amigos dele, não meus, e que por esse motivo não quero me meter nem com essa turma, nem na amizade entre eles.

O fato é que ficar de picuinha e fofoquinha e tiração de onda escrota demonstra o quanto ele torcem para que esse namoro acabe. Sobra a mim e a meu namorado rirmos e, com aquela teimosia perseverante, continuarmos juntos todos os dias.

Só lamento por eles. Estão pouco a pouco perdendo como amigo um cara incrível.

Isso é para dizer que o blog volta e com força total. Quem viver verá. Aguardem, estrupícios.

Pausa para apurar a audiência

Posted Junho 18, 2009 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, garotas/garotos, gerenciando, notícias que mudarão sua vida, surtos e afins

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Pois é, brasil. Esta porcaria aqui ainda não acabou. Eu podia inventar milhares de desculpinhas que vocês obviamente não comprariam: dizer que tô sem tempo por causa do trampo (é um pouco verdade), que não encontro muitos assuntos interessantes e de fazer mijar nas calças de tão engraçados (é super verdade), que pouco tenho bebido para ficar de ressaca e descrever meu vômito a vocês (não é tão verdade assim) e que eu estou com… hum… problemas com a linha editorial do blog. Essa sim é a verdade verdadeira.

Veja bem, querido leitor, algumas coisas mudaram nos últimos meses; parte delas vocês conhecem, parte não. A parte que eu já contei aqui e que segue real é que, agora, eu namoro. Detalhe: eu namoro e adoro. O Estrupício Mor é totalmente super incrível, mais lindo que o Jonathan Rhys Meyers, master inteligente, flamenguista, ultra bom de cama e me ama loucamente. Ele é tão perfeito que JURA que nunca leu o blog mas acha tudo o máximo e me incentiva a continuar postando.

O problema – e esta é a parte que vocês desconheciam até então – são os amigos dele, que volta e meia aparecem aqui para se ‘informar’ do que anda acontecendo. O que torna a coisa ainda mais cansativa é que como eles são amigos dele e não meus, fazem torcida contra e usam os assuntos daqui como munição. E deixam meu namorado muito, muito chateado.

De certa forma é engraçado. Sempre achei que não tivesse nada a esconder, que justamente usando de sinceridade não me sobrariam esqueletos no armário. E, ainda assim, sempre recebi muito mais apoio de desconhecidos do que de muitas das pessoas que me cercam.

Na real, tudo o que tem neste blog o Estrupício Mor já ouviu da minha própria boca. Nós já compatilhamos todas as histórias, rimos muito, discutimos tudo e deixamos no passado. Quando você começa um relacionamento com uma pessoa, está levando o pacote completo: passado, presente, futuro, lembranças da infância, histórico sexual, família descabeçada, genes específicos. O bom e o ruim, sob o seu ponto de vista. É sua opção conhecer tanto quanto quiser do pacote inteiro, mas também não reclame depois. Posso afirmar que meu namorado conhece cada dúvida, cada pesadelo, cada reminiscência que me pertence. E escolhe, todos os dias, continuar comigo.

Era só isso que deviar importar. Entretanto, não é o que acontece.

Eu sei que é meio antiquado isso de, de repente, se importar com o que fala e pensa gente que pouco nos diz respeito. Mas estou num impasse: não quero chatear o Estrupício Mor e gostaria de continuar com o blog.

Para ser franca, não quero trocar nossa linha editorial. Não quero falar de amenidades, narrar minhas rotinas tediosas, virar quem não sou. Eu só queria seguir com o Coisa Errada do jeito que sempre foi e agora não consigo. Sinto haver uma censura velada que me amarra e me impede de continuar.

Enfim, abri meu coração – argh! Realmente não sei o que fazer. Penso na situação todo santo dia, tentando achar formas de escrever o que gosto e quero sem magoar meu namorado. Mas juro que tá difícil.

O que eu faço?

Top 5 top 5

Posted Maio 12, 2009 by Rachel Juraski
Categories: memes

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5 Comida Prediletas

batata frita

frozen yogurt com farofino do América

tomate cereja

purê de abóbora cabotchá

macarrão de panela de pressão

 

5 Ótimos Filmes que Vi Recentemente

O Casamento de Rachel – não, não é o meu =D

O Leitor

Gran Torino

Desejo e Reparação

O Curioso Caso de Benjamin Button

 

5 Confusões que me Obrigam a Googlar

‘mau humor’ e ‘mal humor’

‘estender’ e ‘extensão’

todos os hifens após a Reforma 

‘impecilho’ e ‘empecilho’

‘porque’, ‘por que’, ‘porquê’ e ‘por quê’

 

5 Melhores Posts do Coisa Errada

Celular movido a álcool

Tequila Baby 

A dura vida dos fugitivos de academia 

A cafonice a nível de final de ano 

Limpeza de pele from hell 

Extra: Como escolher sua festa no carnaval 

 

5 Melhores Posts de Sexo do Coisa Errada

Perca-se no caminho para chegar ao destino 

Everyday I love you less and less 

Considerações de (sobre) uma ex-virgem 

Eu prefiro jogar gamão! 

Das explicações que eu não dou

Planos

Posted Maio 6, 2009 by Rachel Juraski
Categories: gerenciando, surtos e afins, um luxo

Antes mesmo de nascer há planos prontinhos à sua espera. Vai se chamar Marcela, ou Renata, ou Hugo, ou Flávio, como o avô. Vai estudar na melhor escola da cidade, ou na mais próxima de casa, ou na mesma que a irmã já estuda. Vai ser um rapaz inteligente, ou uma moça correta, ou uma criança afetuosa. Vai ter o sorriso do pai. E os cabelos da mãe.

Só que você nasce já botando abaixo a grande maioria deles. Você nunca é ou faz ou se torna o que esperavam.

Pior: não satisfeito com tantos planos pré-fabricados, você faz os seus conforme o momento. Planos para amanhã, para o feriado, para a próxima conversa com o chefe, para quando se casar, para o aniversário de 40 anos, para comprar a camisa do Santos para o filho. Um sem fim de planos que, mesmo sempre e sempre desmanchados ao sabor das novidades e dos tropeços que aparecem, sempre e sempre refeitos, com alterações aqui e ali.

Veja: eles não morrem, mas renascem sob outros nomes sob novas condições. De outras idéias.

Ainda assim você volta para casa, um dia, frustrado por não ter realizados aqueles mil planos da vida inteira. Por ter o sorriso do pai e os cabelos da mãe – não o inverso. Por ter tido apenas filhas que não gostavam de futebol; por não ter feito festa no aniversário de 40 anos; por ter, afinal, se casado mesmo.

E apesar de tantas frustrações a permear as lembranças, você enfim percebe que, na verdade,  tudo isso é só isso. Não há planos, nem ambições, nem grandes vontades que transformem a realidade em algo maior ou melhor. Mesmo que houvesse, o resultado da sua vida seria o mesmo.

Tudo isso é só isso. E a esta idéia você sorri, finalmente.

O velhinho ourives

Posted Maio 5, 2009 by Rachel Juraski
Categories: Coisa Errada também é cultura, surtos e afins, um luxo

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Apenas quatro livros me fizeram chorar: A História do Galo Marquês, A Vida de Joana D’Arc, A Menina que Roubava Livros e uma coleçãozinha de alguns dos melhores poemas de Mario Quintana.

Eu nunca gostei de poesia; me parece muita volta para contar uma história. Imagine que Camões poderia ter gasto 300, 400 páginas para descrever a famosa viagem, mas ele levou milhares de versos (8.816). E mais: tudo em decassílabos, alternando heróicos e sáficos (matou essa aula de Literatura, né, bandidagem?). Sabe, é muita trabalheira.

Longe de mim desprezar o Shakespeare portuga ou qualquer uma dessas obras épicas de produção espantosamente árdua, mas é que eu gosto de prosa. Dá para ter ritmo e suavidade com prova; dá para emocionar com prosa; dá para ser lírico com prosa. Estou 100% segura de que os mesmos Lusíadas escritos pelo Gabriel García Marquez me teriam feito mais feliz no colegial. 

Enfim. Daí que um dia comprei um pocket book do Quintana para ler numa viagem de ônibus. Comprei assim, quase como quem não tem outras opções para se entreter (me perdoe por esse desprezo, Mario). Talvez seja exatamente porque minha surpresa com o recheio ser completa que fui às lágrimas em plena rodoviária, em meio a malas e gentes. 

Ler Mario Quintana é, sim, perceber sensações que saltam do papel para o próprio peito. Não tem como passar batido, sem ao menos um meio sorriso disfarçado ou uma angústia galopante que vira um nó na garganta, um atropelo de sentimentos sem nome. Mas ler Mario Quintana é muito mais que isso.

É como se cada poema fosse uma imagem perfeita montada num quebra-cabeça e onde as palavras são as pequenas pecinhas que o formam. Entretanto, ao contrário da exatidão matemática dos formatos das peças, nos poemas de Quintana as palavras se encadeiam com a precisão de passos de dança, cada qual com seu ritmo de valsa. E a angústia galopante, numa elegância só, surge nos compassos dos versos rimados. 

Se ele cuspia os poemas prontos, aos borbotões de versos, ou se os trabalhava como um ourives, num sem fim de detalhes, eu não sei. Mas os pequenos escritos sempre me parecem minijoias com letras.

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos – onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo…

(Esconderijos do Tempo)

Eu também não sei de onde ele tirava a simplicidade crua e marcante para expressar tanta coisa que a gente só guarda e nunca consegue definir.

Qualquer idéia que te agrade
Por isso mesmo…é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade.
Que dentro em ti se acha inteiramente nua…

(Antologia Poética)

Um bom poema é aquele que nos dá a impressão
de que está lendo a gente … e não a gente a ele!

(A Vaca e o Hipogrifo)

Mario Quintana (1906-1994) fez poema para quando se está triste, com sono, com dor de cotovelo, para velhos, crianças, dias de chuva, dias ensolarados, para Érico Veríssimo, para velhas beatas, para moribundos e, especialmente, para mim. Porque toda vez que leio Mario Quintana tenho certeza de que ele escreveu para mim.

Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um.
(Caderno H)

A Teoria do Pequeno Poder

Posted Abril 29, 2009 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, cruz credo vade retro, senta o dedo nessa porra!, surtos e afins, vingancinhas

Meu ex-chefe era um tremendo cretino para muitas coisas (como costumam ser os ex-chefes), mas com ele conheci uma expressão que já atravessou a vida de todo mundo, mesmo sem você saber ao certo como nomeá-la. É a Teoria do Pequeno Poder.

Todo dia você encontra dezenas de Pequenos Poderes; são entregadores, taxistas, porteiros, síndicos de prédio, comissários de vôo, secretárias, recepcionistas, atendentes de telemarketing, gente do bem que deveria gastar apenas frações do seu tempo no que quer que tenham que fazer, mas não. Alguns deles se apegam a regrinhas e convençõezinhas do caralho com um único objetivo: atravancar a sua vida.

Assim, coisicas escrotas do dia-a-dia que ninguém dá atenção acabam tomando um tempo enooorme, dando uma dor de cabeça inacreditável e sem resultados satisfatórios. Pior: não adianta gritar, espernear, xingar e babar. O Pequeno Poder se apóia nos meandros da burocratização que engole a vida moderna. ‘Não posso, são as normas’, ‘não dá’, ’sem o protocolo é impossível, senhora’, ’somente com a apresentação de três vias com firma reconhecida em cartório’. AAAAAH!

porteiro_ze

Por exemplo, o Pequeno Poder do antigo porteiro do prédio em que trabalho. Há alguns meses, ficamos trabalhando até bem mais tarde na agência duas colegas e eu. Quando chegamos ao subsolo para sairmos com o carro de uma delas, o porteiro se recusou a abrir o portão da garagem. Segundo ele, não havíamos avisado com antecedência que ficaríamos além do horário de fechamento da garagem e por isso ele não poderia nos liberar

Primeiro, fechamento da garagem? Oi? É a garagem particular do prédio, diabos. Ou você tem que avisar ao porteiro do seu prédio que hoje tem balada às onze e você precisa do carro?

Segundo, minha amiga deveria largar o carro lá e ir embora à pé? De táxi? De ônibus? Isso porque o porteiro não tava a fim de abrir o portão?? Como assim, Brasil?

No começo a gente tentou argumentar na boa, mas não deu – é óbvio. Depois de 40 minutos de baixaria, todos os palavrões imagináveis (vocês me conhecem) e três meninas à beira de um colapso nervoso, chamamos a polícia. É sério. Só quando uma viatura chegou e os policiais conversaram com o porteiro foi que conseguimos ir embora. Ir embora do trabalho! Num edifício em que a taxa de condomínio é absurda justamente por causa do serviço de portaria!!

No dia seguinte ‘registramos queixa’ com o síndico. Semanas depois esse porteiro imbecil foi mandado embora, para nosso alívio. O engraçado é que a partir de então eu sempre posso dizer que só vou embora da agência se a polícia vier me buscar. 

Recentemente outra amiga se deparou com o Pequeno Poder, num vôo da TAM. Ela voltava com uma cadelinha numa daquelas gaiolas portáteis, que servem justamente para levar animais em viagem. Mas a pobre Pixie se apavorou com a barulheira do avião e começou a ganir. Não alto, baxinho mesmo, daquele jeito que cachorro faz e nos parte o coração. 

Minha amiga explicou a situação à comissária e pediu para ficar com a gaiola no colo, tentando acalmar a cachorrinha. Ao lado dela estavam o namorado e a irmã, portanto ninguém próximo iria se incomodar. Sério, não sendo durante a decolagem ou aterrissagem, qual seria o problema?

Pois não só a comissária não permitiu como também foi estúpida e depois ficou fazendo troça da situação da minha amiga com outra comissária. Agora estou tentando convencê-la a botar a boca no mundo e denunciar a atitude da infeliz para a TAM. 

E se você também encontrar um Pequeno Poder na sua vida, tente levar na maciota de início; não adianta levantar a voz nem enfiar o dedo na cara porque aí sim é que eles se enchem de razão. Mas se educação e gentileza não funcionarem, arme um escândalo, suba nas tamancas, reclame para quem for. Ninguém tem direito de fazer tudo virar um inferno por pirraça.

* assunto sugerido pela minha amiga musa Amnah

Para mostrar como eu sou reclamona, veja mais textos reclamões aqui:

Devolvam meu tempo!

Desopile seu fígado aqui

Você tem problemas com a Net? Relate aqui

VERY bad hair day

Posted Abril 17, 2009 by Rachel Juraski
Categories: garotas/garotos, um luxo

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Nossa vida tem alguns daqueles momentos péssimos dos quais, por mais que se tente, não há escapatória. Sofrer um exame ginecológico, dilatar a pupila no oftalmologista, tomar pé na bunda, encher a cara e vomitar as tripas, comer cachorro-quente de esquina e cagar a alma, etc., etc., etc. A lista é longa e um pouco variável, mas inescapável. E a minha primeira vez para um desses momento aconteceu há duas semanas.

A cabeleireira errou o meu cabelo.

(É favor engolir as risadas, verbalizar gritos de indignação e demonstrar sentimentos de solidariedade à minha dor).

Sim, aquela situação mais temida na vida de uma mulher que menstruação atrasada aconteceu para mim. Numa tentativa de me recuperar do trauma e prestar um serviço público alertando as inocentes, descreverei aqui o crime.

cabelo

É certo que eu estava extremamente insatisfeita com meu cabelo há algum tempo. Além de precisar de um corte, estava todo estranho; as pontas muito claras, o alto muito sem graça, uma coisa sem vida. Para piorar, ele não se adaptou bem ao clima paulistano – ou talvez seja a poluição -, mas o lance é que também a raiz ficava com aquele aspecto oleoso muito rapidamente. Resultado: tinha que lavar todo santo dia, o que ressecava ainda mais as pontas. Um círculo vicioso, enfim.

O que pensei eu? ‘Farei luzes novamente! Vai dar um pouco de brilho à primeira metade do cabelo, amenizar o cor das pontas e ainda resolver o problema da oleosidade na raiz!’. Praticamente um gênio capilar.

O erro fundamental foi tentar resolver um quarto problema ainda não mencionado: eu não tinha idéia de qual cabeleireiro procurar. A última mudança mais radical que uma simples aparada nas pontas tinha feito em São Carlos, no meu gay de confiança. Algumas amigas indicaram os delas próprias aqui em Sampa, mas nenhum me inspirou muita vontade de conferir. 

São Paulo têm salões dos melhores cabeleireiros, daqueles caras que botam as mãos nas madeixas de 90% das celebridades, dondocas e trend setters tupininquins. Só que eu ainda acho ridículo gastar mais com o cabelo do que gasto com o aluguel. Ridículo e inacessível, diga-se.

Longe de mim ser mão-de-vaca com a juba; essa história de ‘depois cresce!’ que nego sempre fala para meninas que tiveram o cabelo destruído por algum incompetente não cola para mim. Esses fiapos que estão aqui nasceram comigo, são parte do meu corpo  e resultado da minha genética. E que me desculpem a futilidade, mas ter uma aparência que me satisfaça ainda é importante para mim.

Resolvi que confiaria todo esse tesouro particular à cabeleireira do salão onde fazia as unhas. Já tinha visto a moça trabalhar e lembro que tinha gostado dos resultados. O salão é bacanoso, bem frequentado… então vamo, né?

Não deu nada certo. Saí do lugar com umas mechas num tom bege muito claro, sem tonalizar (a cabeleireira Carol insistiu que não era preciso), super mal posicionadas na cabeça. Pareciam teclas de um piano de doido: uma sim, uma não, uma não, uma sim, uma não, uma sim, uma sim.

Isso foi no sábado. Olhei e pensei ‘hummm… não-era-o-que-tinha-imaginado-mas-ficou-bom’. No domingo comecei a achar ruim. Na segunda-feira me ajoelhei aos pés da Martina e fiz ela jurar que me ajudaria a corrigir a merda. Eu estava naquele ponto pré-choro em que não gosto nem de falar no assunto.

Fomos a outro salão e lá conheci a Marta, minha mais nova amiga do peito. Ela entendeu perfeitamente o que eu buscava desde o início, concordou com meus impropérios e tonalizou meu cabelo. Só.

Tá, não foi só isso. Já que estava lá fiz uma hidratação master boa com xampu reconstrutor de queratina e ampolas de tratamento da Kérastase, obrigada meo deos.

Depois de três dias de desespero, meu cabelo finalmente havia ficado bonito. Só bonito, não; lindo macio, sedoso, com brilho, cor, tudo. Mas nessa brincadeira tive que desembolsar mais uma puta grana só para ele ‘voltar ao normal’. 

Pelo menos eu não inventei de mexer também no corte :P

Devolvam meu tempo!

Posted Abril 13, 2009 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, surtos e afins, viagens

Algumas das coisas que mais me irritam na vida é atraso. Tenho uma amiga que quando combinava um horário só me restava sentar e esperar, porque ela raramente se atrasava menos de meia hora. Juro que já teve vezes de eu estar no sofá da sala, prontinha para sair há uma hora, e ela me ligar dizendo que levaria mais uns quinze minutos. É de cair o cu da bunda, putaquel.

Agora, realmente estarrecedor é quando o bendito horário é marcado por uma empresa e ela própria se sente no direito de descumprir. Gente, se um jogo é marcado para as 18h e você liga a tv às 18h20, talvez você perca um gol e uns três ou quatro lances importantes só por essa marcada. Mas se a novela da Globo faz neguinho esperar 10, 15 minutos além do horário marcado lá no estádio, ninguém reclama com a D. Lili Marinho. Esse tipo de comportamento devia ser passível de multa, exatamente como o que acontece com atraso de pagamento de conta.

Dentista que marca trinta pacientes para a mesma meia hora e deixa todo mundo na sala de espera folheando a Caras de agosto de 2008 também merece perder dúzias de clientes que não topam serem feitos de idiotas. O tempo dele é dinheiro? Pois o meu também.

Agora veja a situação que sofri ontem. Estávamos Estrupício Mor e eu no Rio de Janeiro, curtindo o feriado. Como ele morre de medo de avião, íamos voltar de ônibus para São Paulo hoje, segunda-feira, de madrugada. 

Resolvemos comprar a passagem da volta na sexta, quando só tinha o horário da 1h40 da manhã. Bora passar a noite na estrada e chegar em Sampa com tempo justo de ir direto para o trabalho, certo? Não. Quem me dera que tivesse sido assim.

Chegamos na plataforma de embarque e demos com umas 250 pessoas enfurecidas, discutindo umas com as outras e com os funcionários da Viação 1001. Já imaginei que a empresa havia feito alguma merda e fiquei num canto, apostando no rolo geral que ia dar, porque o bate boca e a baixaria só aumentavam.

Depois que uma senhora chamou a polícia e umas duas viaturas apareceram, descobri o que se passava. Vejam só a sacanagem:

Para atender à demanda de passageiros, a 1001 colocou ônibus extras nos horários de pico. O problema é que muita gente pagou por ônibus leito e semi-leito e no momento do embarque viu que ia viajar em ônibus convencional. 

Esses convencionais não só são mais desconfortáveis – e em se tratando de uma viagem de seis horas em plena madrugada quaisquer 30 centímetros a mais de inclinação do banco são bem-vindos – como também são mais baratos. E a gente tem o direito de sempre receber por aquilo que pagou, certo? Certo. Nem que para isso seja preciso falar grosso e chamar a polícia.

Resultado: gente esperando por um tempaço na rodoviária horrorosa do Rio, ônibus mega atrasados, muita gente irritada e funcionários da 1001 tendo que engolir sapo e aguentar cliente subindo nas tamancas.

E eu acabei saindo às 3 da manhã e chegando em São Paulo com duas horas de atraso. Se isso complicou a minha segunda-feira? Muito. Se tem como a 1001 me restituir as 2 horas perdidas? Não :/

Parece réveillon, mas não é

Posted Abril 1, 2009 by Rachel Juraski
Categories: balada, blogs, senta o dedo nessa porra!, um luxo

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Pensa num dia cheio de pequenas coisinhas dando errado e te emputecendo a lot:

* trânsito infernal logo cedo, resultando NAQUELE atrasinho filhodaputa;

* ganhar um puff para o lar-doce-lar. Legal, né? Só que tive que dar um banho de multi-uso no coitado porque estava mais sujo e fedido  que cachorro de rua;

* esquecer o jogo do Corinthians e só lembrar faltando 10 minutos para acabar a partida, quando os 3 a 0 já estavam marcados há tempos;

* o namorado resolver gerenciar o jantar e deixar uma panela cheia de óleo explodir na cozinha recém limpa pela empregada (ao menos foi ele quem limpou tudo depois).

E o gran finalle:

A RESISTÊNCIA DO CHUVEIRO QUEIMAR ENQUANTO VOCÊ TÁ QUE É PURO XAMPU NO CABELO ¬¬

Sabe, essa porra de resistência não queima no final do banho, quando você praticamente já terminou de se lavar e tá só com preguiça de sair da água quentinha. Ela também não tem uma sirene de alerta, que fica apitando para avisar que vai para o saco. Ela simplesmente queima – e geralmente quando o dia tá meio frio e o cabelo tá cheio de espuma. 

Só me restou terminar de tomar banho na água fria mesmo, e me embrulhar na toalha batendo os dentes de frio. 

Este seria um post perfeito para o Vida de Merda, mas está aqui no Coisa Errada. Adivinhem porquê.

Porque o dia não foi assim tããããão perdido. O Alex Hunter, chefe do AXE Army, me mandou dois VIPs da Skol Sensation, a super festa que rola aqui em São Paulo no sábado, 04 de abril. E não só isso: são dois VIPs para o camarote premium, com direito a open bar e área lounge para descansar as pernocas depois de hooooooooras de jogação. Lindo, não? =D

skol_sensation

Calma, estrupício, não precisa ficar com inveja da minha boa relação (de amizade) com Alex Hunter, você também pode ganhar dois convites para o camarote: no blog do cara tá rolando uma promoção que dá entradas para a festa. Vai lá, responde à pergunta ‘Como você vai liberar seus instintos na festa mais esperada do ano?’ e torce pra gostarem da tua frase, criatura.

Quem sabe a gente não se esbarra no sábado? ;)

Meme?

Posted Março 24, 2009 by Rachel Juraski
Categories: balada, memes

Ok, não é exatamente um post, mas fazia tempo que não rolava um meme por aqui, quando vi este no Cala a boca fiquei afim. Quem tiver vontade pode usar o espaço dos commentsd para responder também, tá?

Ainda convido a Gabi, a convalescente do Bjomeliga e a Senhorita Rosa para responderem e passarem adiante. 

E logo menos tem post novo ;)

Onde está seu celular? Ao alcance da mão.
E o namorado? No meu bolso que não está.
Cor do cabelo? Castanho claro. Não pergunte se é fake, please.
O que mais gosta de fazer? Dormir até tarde com edredon, comer sushi e não fazer esparrela, estourar plástico bolha, rever fotos antigas, fazer festinha com cachorros. 
O que você sonhou na noite passada? Não faço idéia, tem dia que não lembro o que sonho à noite.
Onde você está? No trabalho.
Onde você gostaria de estar agora? Em casa, fazendo um macarrão ótimo. Ou na casa do meu namorado, esperando ele fazer um macarrão ótimo.
Onde você gostaria de estar em seis anos? Em São Paulo. Ou Madri. 
Onde você estava há seis anos? Na faculdade, sofrendo com o terceiro ano da graduação. Ufa.
Onde você estava na noite passada? Em casa, juro!
O que você não é? Modesta.
O que você é? Corinthiana, maloqueira e sofredora, graças a deos.
Objeto do desejo? Neste momento, uma cama graaaaande =D
O que vai comprar hoje? Nada, fui ao super ontem.
Qual sua última compra? Remédio para dor de cabeça.
A última coisa que você fez? Twittei algo.
O que você está usando? Calça jeans, minivestido, agasalho e sapatilhas.
Na TV? House, Two and a Half Man, Gossip Girls, filmes e muito futebol.
Seu cachorro? Ainda não tenho :(
Seu computador? Um notebook Dell e um desktop Dell. Quebram o galho e só.
Seu humor? Oscila mais que a Bolsa em tempos de crise.
Com saudades de alguém? Sempre tô com saudades de alguém. Ultimamente, de um alguém mais que dos outros.
Seu carro? Tá com a minha irmã. Acho que agora é dela, né?
Perfume que está usando? Body Splash da Victoria’s Secret, Love Spell.
Última coisa que comeu? Bolo de aniversário de doce de leite com coco. 
Fome de quê? Daquele macarrão que vou fazer quando chegar em casa.
Preguiça de… ? Acordar antes do meio-dia.
Próxima coisa que pretende comprar? Tenho que decidir agora? 
Seu verão? Calorento e em grande parte enfiada na agência.
Ama alguém? Meu advogado me proibiu de tocar nesse assunto.
Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Há dois dias dei algumas das melhores gargalhadas da minha vida. Serve?
Quando chorou pela última vez? Domingo, enquanto o Radiohead tocava Fake Plastic Trees… if I could be who you wanted all time…