Porque você não deve assistir a 2012

Posted Novembro 17, 2009 by Rachel Juraski
Categories: filmes

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Quem aqui assistiu a “2012″ e achou uma tremenda perda de tempo? o/

E quem achou que os atores foram muito mal escolhidos (John Cusack num filme de… efeitos especiais? Oi)? o/

E quem achou ridículas as incontáveis semelhanças com “Independence Day”? o/

E quem tá querendo pedir o dinheiro de volta no cinema? o/////////////

Já deu para perceber que eu DETESTEI (caixa alta, negrito, sublinhado) o apocalíptico “2012″. Se você tá pensando em vê-lo no cinema, como eu, pode se preparar para as duas horas e meia assistindo em casa mesmo aos outros dois filmes do Roland Emmerich: “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”. Assim, quando você dormir e babar na poltrona não vai ficar perdido no enredo, afinal, os três filmes são muito, muito parecidos. Tão parecidos que em alguns momentos não dá pra ter certeza de qual deles está na sua frente.

Tipo, em alguns momentos eu me perguntava onde tinham ido parar as naves alienígenas ¬¬

Em “2012″ a trama pula de um clichê para o outro, fazendo um patchwork vagabundo com aquelas situações mais que manjadas dos filmes de Hollywood. Tem a família cujos pais estão separados e as crianças são excêntricas/malucas/mal educadas; tem o presidente negro super digno que morre tentando salvar os feridos; tem os russos traíras, que tentam passar a perna nos americanos; e tem aquele monte de pergunta sem resposta, tipo “quem continuaria trabalhando numa torre de controle de aeroporto no momento do fim do mundo?”

Porque se o FIM DO MUNDO não é uma boa desculpa para matar o trabalho, então aquela da avó que morreu pela segunda vez certamente não cola.

Eu sei que nesse naipe de filme não se deve dar atenção a esses detalhezinhos, mas olha só: numa superprodução que gastou DUZENTOS MILHÕES de dólares, não dava para contratar um roteirista melhor, não? Ou, ao menos, dar um curso de interpretação para o ator que interpreta o geólogo?

Framboesa de Ouro para ele!

A crise dos 26 anos e 8 meses

Posted Novembro 6, 2009 by Rachel Juraski
Categories: surtos e afins

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Estou em crise. Pode ser só uma neurose boba, apesar de estranhamente duradoura, causada pela TPM. Ou uma certa nostalgia em decorrência dos quatro meses que faltam para o meu 27° anivesário. Ou aquela democrática agonia que todos experimentam quando arrancamos fora a folhinha de outubro e percebemos no calendário o final do ano.

Ou pode ser porque eu me casei.

Pois é, casei-me. Estranho, não? Também acho. E às vezes me flagro olhando a aliança e tentando entender o que diabos aconteceu. Afinal, há menos de um ano eu estava aqui, reclamando da árida situação de Atacama na qual me encontrava. E agora estou ali, com a barriga encostada na pia lavando uma pilha aparentemente infinita de louça. Enquanto o Excelentíssimo Senhor Meu Marido, doravante chamado apenas de ESMM e também conhecido por Estrupício Mor, joga videogame no quarto.

Como vocês estão percebendo, este é um post cheio de situações surpreendentes. Porque se há um ano alguém me contasse que hoje eu estaria me dividindo entre as funções de Dona de Casa Júnior, Diretora de Maternidade do Bacon e Presidente Vitalício e único membro da Associação de Esposas do Estrupício Mor, eu GARGALHARIA na cara da pessoa. E depois a xingaria com os mais cabeludos palavrões, claro.

São acontecimentos com esses que me levam a crer que a vida é um grande e inescapável clichê. Ou que o destino, como alardeiam os tarólogos e astrólogos canastrões do mundo, existe sim e taí para todo mundo ver.

Tenho a sensação de que me perdi de quem era, como duas pessoas que se desencontram num aeroporto lotado e acabam tomando vôos para cidades diferentes, como Tóquio e Istambul. Pior: nessa confusão toda, a companhia aérea perdeu minha bagagem com os pertences de uma vida: um desprendimento livre para pensar, fazer e falar; uma difícil e dolorida independência; e a coragem, que sempre me foi tão cara.

Acho que ainda não encontrei o equilíbrio de ser esposa e, ao mesmo tempo, pessoa. O primeiro está apagando, mesmo que levemente, o segundo.

Agora preciso ir. Tenho que descobrir se estou em Tóquio ou Istambul. E recuperar a bendita bagagem.

E quem ganhou o par de convites para o Planeta Terra foi…

Posted Novembro 6, 2009 by Rachel Juraski
Categories: gerenciando

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o Salvador, comentário de número 20 no post da promoção!

E porque eu sou uma pessoa idônea, correta e honesta, colo o print screen do Random premiado.

random

Se não conseguir entrar em contato com o Salvador, sorteio again!

Bom Planeta Terra para vocês, brasil!

Quem quer ganhar um convite para o Planeta Terra 2009?

Posted Novembro 5, 2009 by Rachel Juraski
Categories: música, shows, são paulo

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Qual alternativa melhor define sua situação atual?

a – moro em Sampa e fico de bobeira no final-de-semana.

b – tô falido e o salário/mesada não dura nem a primeira semana to mês.

c – rock ‘n’ roll, uhuuuul!

d – todas as anteriores.

Se você respondeu letra D, parabéns, estrupício! Apesar de você estar durango sem vergonha de admitir, já pode concorrer aos DOIS ingressos para o Planeta Terra que o Coisa Errada vai sortear!

Diz ae nos comentários qual banda do festival tu tá mais na pilha de ver. Na sexta-feira à tarde vou usar o servicinho do site Random para escolher ALEATORIAMENTE o vencedor.

Lembrando que não adianta postar o mesmo comentário mil vezes, porque considerarei apenas o primeiro. E que você precisar deixar um e-mail válido e ficar de olho, cabeção. Imagina se tu ganha e só se lembra no domingo à tarde??

É isso, brasil. Voltamos com a nossa programação normal.

Vem aí Planeta Terra 2009

Posted Outubro 20, 2009 by Rachel Juraski
Categories: balada, música, shows, são paulo

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terra ônibus

Se liga, estrupício. Tá chegando o Planeta Terra, o mais tradicionalmente irado festival do país. Este ano a farra acontece dia 07 de novembro em pleno PLAYCENTER, em São Paulo, e o melhor: com os brinquedos funcionando a todo galope e abertos para galerão que estiver por lá.

Assim, ao invés de ficar zanzando entre os palcos meio sem fazer nada enquanto espera pelos shows, dá para curtir as atrações do parque e ainda curtir a sonzeira de lá de cima (veja aqui a programação do evento). Eu ADOREI a idéia.

E ainda tem mais uma galhofice do pessoal da produção: este ano eles criaram o Ônibus do Terra, um busão todo incrementado, cheio de tralhas bacanas que ficará parado dentro do festival. Se você quiser ser um dos 15 sortudos que ganharão ingressos e ainda poderão aproveitar o ônibus, vai ter que ralar:

No site da promo, você pode SEGUIR um ônibus já existente ou CRIAR seu próprio bus, utilizando sua conta de Twitter ou Facebook. Dá para escolher os acessórios para colocar nele: um balde de pirocópteros, cerveja avonts, serviço de barwoman ou um DJ bacana para animar geral, sendo um máximo de cinco bacanices.

Daí é encher o saco dos coleguinhas para todo mundo seguir o seu ônibus. Aqueles com maior número de seguidores vão para a segunda fase.

Já criei o busa do Coisa Errada lá no site, com DJ, serviço de bawoman, energético adoidado, bexigas coloridas e um baú de acessórios glamurosos. Curtiu? Então segue eu! É só buscar por Rachel Juraski ;)

Daqui uns dias rola PROMO COISA ERRADA para sortear ingressinho para o festival. Fica ligado, estrupício.

As dicas do Coisa Errada para quem vai a Porto de Galinhas

Posted Outubro 16, 2009 by Rachel Juraski
Categories: um luxo, viagens

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Fui a Porto de Galinhas com a galera da ação Porto Cai na Rede e voltei feliz, morenaça e cheia de histórias para contar. Ouve ae, malandro.

DSC02789Fazendo fom-fom no peitinho da galinha d’angola que nos recebeu no aeroporto de Recife


1 – Minha única experiência anterior em terras nordestinas tinha sido em Fortaleza, há uns bons 12 anos. Lindo, calorento e cheio de estrangeiros, mas não me agradou muito, não. Que me desculpem os cearenses, achei a cidade feia e decadente, muito distante das praias mais bonitas do estado.

Já Porto de Galinhas, um vilarejo que faz parte da pequenina Ipojuca, é uma graça. Cheia de hotéis e pousadas para todos os bolsos e gostos, com praias de fazer cair o queixo e cenários exuberantes a poucas centenas de metros. Mas o calor continua lá.

2 – E que calor. Estrupício Mor e eu nos besuntávamos de protetor solar antes mesmo de sair do quarto do hotel, bem cedo (as saídas para os passeios acontecia – pasmem – às 8h da manhã) e, ainda assim, ficamos bem queimados. Procure escolher um produto com mais proteção do que aquele que você geralmente usaria, porque à medida que nos aproximamos da linha do Equador, a incidência dos raios solares aumenta, dando aquele aspecto de leitão assado no forno. Anos 80 feelings. Take care.

3 – Por causa também da proximidade da linha do Equador, amanhece às 5 da matina mas, em compensação, o pôr-do-sol acontece antes das 6h da tarde. Por isso, nada de dormir até meio-dia e perder horas preciosas de luz. Coloque o despertador para tocar 17 vezes, tome um banho gelado e vá aproveitar o dia.

DSC02838A noite ainda estava chegando a Porto de Galinhas


4 – Fato: os cocos parecem cornucópias mágicas de água, infinitos.

5 – Falando em água, o mar em Porto de Galinhas é de uma temperatura incrivelmente agradável. Morno e, em alguns locais, quente, mais parece uma banheira de água salgada. E transparente! Visite a Praia de Muro Alto e sinta-se numa grande e deliciosa piscina tépida :)

6 – Não deixe de ir jantar no Beijupirá, um restaurante lindinho e ÓTIMO que tem na vila de Porto.

7 – Nem de visitar a Praia dos Carneiros, depois de pegar um catamarã. Devia se chamar Praia dos Sonhos, porque nem parece de verdade.

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8 – Surpreenda-se com a simpatia e o profissionalismo das pessoas em Ipojuca e Porto de Galinhas. Estão sempre empenhados em atender o turista da melhor maneira possível. De brinde você ainda leva o sorriso, que eles nunca tiram do rosto, e o sotaque, visse?

9 – Quase todo mundo recomenda e faz os benditos passeios de buggy, seja para se locomover entre as praias e os hotéis, seja para curtir nas dunas. Meu conselho é: tenha cuidado e fique de olho no que o motorista apronta na rodovia, principalmente.

10 – Aproveite que está no Nordeste para comer aqueles pratos MARAVILHOSOS da culinária local: bolo de rolo (que NÃO É um rocambole), rapadura, aipim, buchada (eeew), rabada (eeeeew!). E muitos peixes e frutos-do-mar, óbvio!

Não posso esquecer de agradecer ao Cardoso, que me indicou para a viagem e ainda descolou um lugar para o Estrupício Mor, à TAM, que disponibilizou as passagens aéreas, à Prefeitura de Ipojuca e ao Secretário de Turismo de Ipojuca, Diego Jatobá, que nos recebeu e acompanhou durante toda a viagem. E também ao Solar Porto de Galinhas, o hotel da rede Best Western onde ficamos hospedados. Tão bom, mas tão bom que queremos voltar!

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Os posts da Kakah, do Guilherme Valadares e da Lu Freitas estão ótimos e cheios de fotos.Vai lá conferir e tenha uma idéia mais completa do que foi a viagem ;)

O recheio do decote

Posted Outubro 7, 2009 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, Coisa Errada também é cultura, garotas/garotos, links, surtos e afins

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Há alguns meses comecei a sentir dor nos seios. Não aquele incômodo normal da TPM, que nos lembra que a menstruação tá chegando ou – PUTAQUEL – chegou. Nem aquela outra dor, originada do sacolejo de uma corrida vigorosa sem o top adequado. Era DOR, dor mesmo, especialmente no final do dia. Estranhei.

Fazia os benditos auto-exames e não achava nada. Apalpava toda a região dos seios, com os braços levantados e abaixados, na frente do espelho, deitada, no chuveiro, e nada. O Estrupício Mor, todo empolgado, até se oferecia para ajudar, mas não havia nenhuma alteração perceptível.

E isso, ao invés de me acalmar, me apavorava. O QUE TÁ ACONTECENDO COM OS MEUS PEITOS, PORRA?!

Eu gosto muito deles, sabe. São os dois do mesmo tamanho, redondinhos e nada caídos – ainda. A idéia de uma doença terrível comendo meus queridos me causava faniquitos.

Marquei logo uma consulta com o ginecologista, que me mandou fazer um ultrassom nas mamas. Mas e a mamografia, perguntei. Segundo ele, só seria necessário se o ultrassom encontrasse algo. Além disso, mamografia é um troço doloridaço e eu não tenho nem 30 anos.

Consegui marcar o exame só para dali um mês. E olha, vou confessar a vocês que foi um mês beeeeeem devagar. Estava meio angustiada para saber o que se passava ali dentro e acabar logo com a maldita dor. E se fosse um tumor? E se fosse um câncer? E se tivessem que me operar e levar meus lindos peitos embora?!?!?!

Pânico, terror e aflição.

No fim, não era nada. Sabe nada? Então. O ultrassom mostrou que todos os tecidos bonitinhos estavam lá, em perfeito estado, sem nenhuma alteração. O médico receitou uma vitaminazinha para controlar a dor e eu fiquei imensamente aliviada. Meus peitos continuam aqui e, pelo visto, poderão me acompanhar forevaah.

Se você fez o auto-exame e notou algo de anormal nos seios, seja um carocinho, bolinha, textura esquisita ou até uma dor esquisita como a minha, procure o ginecologista, e rápido. Pode não ser nada, mas pode ser algo mais sério e quanto antes começar o tratamento, mais rápido você se livra disso.

E se você tem mais de 40 anos, a lei GARANTE a mamografia anual, até no sistema público de saúde – e a mamografia, para quem não sabe, é o principal aliado contra o câncer de mama, um dos cânceres que mais matam mulheres de até 50 anos. Insista para que as mamães, titias, irmãs e amigas façam-na todo ano, com ou sem dor, com ou sem alteração no auto-exame, porque tem coisas que SÓ a mamografia encontra.

Esta é a minha contribuição para a campanha Outubro Rosa. O site Mulher Consciente está liiiindo e tem informações bastante completas sobre o assunto. Vai lá dar uma olhada e indica pras culega.

E este é o meu texto para a Outubro Rosa do ano passado ;)

Anônimo é tudo bandido

Posted Setembro 29, 2009 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, balada, blogs, surtos e afins, vingancinhas

Uma das maiores vantagens dessa recente democratização da internet é a possibilidade de se pesquisar a opinião de outros usuários sobre produtos e serviços; é só dar um Google e pronto. Tudo o que já foi escrito, discutido, reclamado e elogiado estará lá, em links classificados segundo relevância. Funciona como um boca-a-boca em que a localização geográfica do autor não importa, já que não existe ‘distância’ na internet.

Grandes marcas e empresas já se mostraram preocupadas com esse aparentemente infinito potencial de propagação que a web mostra ter, e disponibilizam SACs e representantes responsáveis por tentar reverter reclamações ou más impressões.

Empresinhas, no entando, continuam enxergando o consumidor como inimigo, especialmente quando há reações negativas envolvidas.

Há poucas semanas, o Twitter reverberou o post do Resenha em 6 que reclamava do atendimento no Boteco São Bento, em São Paulo. O dono, ou gerente, ou sabe-se lá o quê, condoído com o conteúdo nada aprazível do post, apareceu nos comentários e partiu para a baixaria. Primeiro, como anônimo. Depois, com identificação, mas mantendo o nível baixo das respostas (“não precisamos de cliente do seu perfil” – oi?).

Esse senhor Jonas Steinmayer não deve ter compreendido a PRIMEIRÍSSIMA regra de atendimento: o cliente tem sempre razão. Melhor seria ter verificado se as críticas do autor do post tem fundamento, antes de sair enfiando o dedo na fuça de quem falou mal.

Para piorar, os primeiros comentários – que imagino serem também do senhor Jonas Steinmayer – vieram de forma anônima. E essa é uma daquelas atitudes covardes e ignorantes que fazem da internet um lugar às vezes insuportável. Enquanto eu, como autora do blog, tenho que me identificar com nome, sobrenome e foto, têm idiota que se sente no direito de falar o que quiser escondido num certo anonimato. Não dá para não achar que ANÔNIMO É TUDO BANDIDO.

E, à partir de hoje, acabaram-se os comentários anônimos no blog. Apareceu, eu apago. Não sabe brincar, não desce pro play.

Enfim. O caso poderia ter morrido aí, com o post do Resenha em 6 circulando na internet com mais força que e-mail de criança perdida, os donos do bar putos da vida com os comentários negativos, mas não. Eles soltaram um nota extra-judicial ameaçando o blog com processo caso o post não seja retirado do ar em 24 horas. Se isso não é censura, eu não sei o que é.

Como bem raciocinou o Cardoso, se TODOS os blogs do universo conhecido replicarem o post do Resenha em 6, eles serão ameaçados de processo também? Não sei, mas estou pagando para ver:

Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento.

*Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.

*Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui

*Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.

Meu dia de sunga vermelha

Posted Setembro 23, 2009 by Rachel Juraski
Categories: blogs, links, surtos e afins, são paulo, um luxo, viagens

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Vou revelar aqui uma informação sigilosa que poderá ser usada no futuro, para chantagens emocionais e tal. Preciosíssima.

O Estrupício Mor curte Brazil’s Next Top Model.

Pois é, gente. Todo mundo é viciado em alguma droga; eu, no Corinthians. Ele, nos programas bobos feitos para meninas pretensiosas. Mas enfim.

Na semana passada estávamos assistindo a um dos primeiros capítulos dessa temporada quando a equipe de mal amados da Tyra brasileira parou uma das candidatas, em pleno desfile de apresentação, e mandou embora. Assim, sem mais nem menos.

Detalhe: a garota estava de biquíni.

Fiquei revoltada. Para mulheres adultas, seguras de si e com nada a perder já é difícil ficar com pouca roupa na frente de desconhecidos e das câmeras, sabendo que cada dobra e centímetro do seu corpo está sendo julgado. Para uma menina ainda na adolescência, que veio láááá do interior de sabe deos onde, é infinitamente mais difícil. Precisava fazer isso com a garota? Não, mas fica mais dramático se assim for – e, portanto, melhor para o programa.

Tanta solidariedade para com uma reles eliminada de reality show (fraco) tem motivo. Preparem-se porque ESTA sim é a informação sigilosa preciosíssima que poderá ser usada para chantagens emocionais.

Há algumas semanas eu e outros trinta e tantos desavergonhados participamos de uma seleção que iria escolher um tripstreamer para a Trident. O grande vencedor sairia numa viagem pelo mundo para documentar em video, foto, blog e microblog sete splashes em diferentes países do mundo. Beeem legal, malandro. Tão legal que mais de mil pessoas se inscreveram respondendo a um questionário na internet e uns 30 – entre eles, esta que vos fala – foram escolhidos para a etapa ‘final’.

E essa etapa ‘final’, o que era? Teste de video? Currículo em quatro vias? Carta de recomendação da professora da sétima série? Não, malandro.

A GENTE SAIU DE SUNGA PELA PAULISTA. AO MEIO-DIA. DE UMA QUARTA-FEIRA.

A desculpa usada foi que queria testar a nossa espontaneidade diante de passantes, câmeras e sungas. Bom, nem preciso contar quantas buzinadas de taxistas, motoboys e motoristas de caminhão nós ouvimos. Nem é necessário descrever o tom de vermelho que a minha cara assumiu quando me vi naquela… digamos inusitada situação. Não foi fácil, nem um pouquinho. Minhas banhas e adiposidades nunca viram tantos flashes.

Depois é claro que rolou teste de video, e vocês podem avacalhar uma parte do meu:

Infelizmente, apesar de todo o charme da minha pancinha e da brancura dos meus braços, eu não fui a escolhida. A reação mais natural seria ficar puta e nunca mais comprar um Trident na vida, maldizendo a marca que me fez ficar de biquíni na Paulista de graça. Mas tipo que não dá. E por vários motivos.

Primeiro, porque o Caio, o rapaz escolhido, é incrível. Ele já era um dos mais gente boa no dia da seleção e, ao ver a desenvoltura e o talento dele em apresentar o documentário fica impossível não gostar do moleque. Sabe os longínquos dias de programas bacanudos e apresentadores boa praça da MTV? Então.

Outro motivo é porque o documentário em si tá demais. A equipe que está conduzindo todo o projeto manda muito bem e é divertidíssimo acompanhar cada foto, cada video e cada twittada dessa viagem. Já rolou flagrante de assalto em Genebra, sunga com temperatura gélida e até um presente havaiano para mim!

presente do taiti

É uma lata de cookies de baunilha taitiana. E sim, o postal é dos peitos de uma taitiana. Segundo o Caio, assim que viu o postal lembrou IMEDIATAMENTE de mim ¬¬

Estrupício Mor não ficou nada feliz.

Me dê motivo

Posted Setembro 16, 2009 by Rachel Juraski
Categories: Coisa Errada também é cultura, surtos e afins, um luxo

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A Fernanda Young vai posar para a Playboy. Da história toda, a primeira parte que me dá uma preguiça terrível é a coleção de justificativas que ela postou no Twitter, tornando públicos seus nobres motivos.

A segunda parte chata são os comentários espinafrando a roteirista de Os Normais por ela não ter aquele… como diria… sex appeal com o qual estamos acostumados a ver na revista.

Por ela não ser uma potranca do funk ou uma descabeçada do BBB, resumindo. Nem possuir a inegável beleza de uma Marina Santa Helena ou de uma Mirian Bottan ou de uma Dani Koetz.

Mas convenhamos: Fernanda Young está longe de ser feia, apesar de ser de uma chatice inenarrável.

fernanda 1

Em 2007, a Playboy francesa levou à sua capa a atriz Juliette Binoche, que atuou em filmes como o “O Paciente Inglês” e esteve inesquecível em “Chocolate”. Muito diferentes dos cliques tradicionais da publicação, as fotos da nudez de Binoche estão – talvez pela primeira vez desde a popularização da Playboy – artísticas. Transparecem verdadeiramente a alma que a atriz tentou emprestar.

Enquanto Young aporrinha os passantes se enchendo de argumentos para o ensaio, Binoche não deu um pio. Nem no Twitter. Foi lá e fez, period.

Já que vai ficar se justificando, Fernanda, por que não usar os motivos reais, só para variar? Minhas sugestões de razões legais:

- porque você sempre quis.

- porque acha sexy.

- porque seu marido acha sexy.

- porque o cachê resolve uns bons tempos da sua vida (como a Camila lembrou nos comentários).

- porque quer inflar seu ego.

- porque quer elevar sua auto-estima.

- porque sempre quis ser da turma das gostosonas no colégio.

- porque… sim. A la Binoche.