A eternidade de dez dias úteis

Posted Maio 7, 2008 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, surtos e afins

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Se eu fosse dar um conselho útil para os leitores estrupícios do Coisa Errada seria NUNCA PERCA O CARTÃO DO BANCO. Sua vida vira de cabeça para baixo e tudo, eu disse TUDO fica um pouquinho mais difícil. Eu perdi o meu há exatos 16 dias e ainda estou comendo o pão que o diabo amassou.

Na segunda-feira depois do feriado de 21 de abril fui ao banco sacar um dinheiro e, na confusão de bolsa, chaves do carro, cédulas e carteira, larguei o cartão lá.

Ok, chega de gargalhadas. Vocês têm que se compadecer da minha história!

Dei falta dele já na quarta-feira e liguei à central pedindo para cancelar aquele e me mandar um novo. Que, segundo o mocinho mal-educado do atendimento, ficaria pronto em 10 dias úteis. DEZ DIAS ÚTEIS. Isso é mais ou menos o tempo que leva para um recém-nascido aprender a andar e enfiar um dedo na tomada. Isso é mais que muitos relacionamentos da minha irmã duraram. É mais do que deos levou para criar a Terra e tudo o que existe nela. É bem mais que… enfim, vocês entenderam que é muito tempo.

Pior é que eu já tava viciada em cartão de banco. Nunca tinha dinheiro na carteira, pagava tudo fazendo débito na conta - convenhamos: muito mais prático e cômodo. E agora tá um puta transtorno: para sacar uma grana, preciso ir na boca do caixa, lá dentro da agência, ficar na fila e tudo. Além da paciência de Jó, tenho que lembrar sempre que o horário de funcionamento deles é das 11 às 16 horas e que se ficar sem dinheiro à noite, só no dia seguinte. ÀS ONZE HORAS DA MANHÃ!

E como teve o bendito feriado de 1º de Maio, ainda não recebi o cartão. O que era uma experiência meio chata tá se tornando num PÉ NO SACO de tamanho monumental. Ao menos não garfaram nada da minha conta. Imagina além de tudo isso ainda ser roubada e ficar (mais) pobre? o.O

Então, queridos estrupícios, guardem bem a porra do cartão do banco. Mesmo quando bêbados na balada, mesmo quando estiverem na casa da alma gêmea tirando a calça apressadamente, cuidado com a porra do cartão do banco. Ele quebra muitos galhos, mas também pode dar uma dor de cabeça dos infernos.

 

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Superstição masculina

Posted Maio 6, 2008 by Rachel Juraski
Categories: garotas/garotos, surtos e afins

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nicolas; diz:
to mto supersticioso
nicolas; diz:
escrevi certo? hahaha
.racHELL diz:
sim.
.racHELL diz:
HAHAHAHAH
.racHELL diz:
pq?
nicolas; diz:
queria colocar uma camiseta hj, mas eu só me fodo com ela
.racHELL diz:
EU SEI COMO É ISSO!
.racHELL diz:
EU TINHA UMA BLUSA ASSIM!
nicolas; diz:
caracaaa serio?
.racHELL diz:
mas aí ela foi totalmente benzida qdo peguei o melhor cara da minha vida com ela.
nicolas; diz:
¬¬’
nicolas; diz:
fala serio
eu fui assaltado, tomei um soco e uma mina terminou cmg
nicolas; diz:
com essa camiseta
.racHELL diz:
caralho
.racHELL diz:
rasga ela.
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAH
nicolas; diz:
vou tirar foto e te mandar… é uma camiseta tao legal hahaha
.racHELL diz:
então, vai lá, usa e dps me conta.
nicolas; diz:
eu nao vou usar
.racHELL diz:
ahahahaha
nicolas; diz:
vai que eu tomo O toco hj
nicolas; diz:
hahahah
.racHELL diz:
ahahaha isso é foda msm.
.racHELL diz:
eu costumo ficar mal com tocos.
nicolas; diz:
o foda é que essa camiseta cairia bem hj
.racHELL diz:
CARALHO
.racHELL diz:

.racHELL diz:
COM
.racHELL diz:
A
.racHELL diz:
CAMISETA!
nicolas; diz:
porra, eu vou me fuder em alguma coisa
.racHELL diz:
ahahaha rlx
.racHELL diz:
putz, recebi aqui. legalzaça!
nicolas; diz:
dahora né
.racHELL diz:
sim
nicolas; diz:
tenho medo de arriscar
nicolas; diz:
hahahaha
.racHELL diz:
ahahaha
.racHELL diz:
VELHO!
.racHELL diz:
CE TEM QUE USAR ELA EM ALGUM MOMENTO!
nicolas; diz:
nao necessariamente
nicolas; diz:
o foda é que ela eh a melhor pra hj
nicolas; diz:
se eu nao achar uma foda aqui, preta tbm
.racHELL diz:
nicolas. deu. chega dessa indecisão.
nicolas; diz:
ACHEI A CAMISA DO CORINTHIANSSSS
nicolas; diz:
PORRAAAA
nicolas; diz:
fodaaa, a polo de 76
.racHELL diz:
ce vai com uma camisa do corinthians na balada?
nicolas; diz:
é uma polo comemorativa da invasao
nicolas; diz:
o foda é que é do corinthians
nicolas; diz:
hahaha
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
nicolas; diz:
merda.
nicolas; diz:
vou me fuder hj
.racHELL diz:
AHAHAHAHAHAHAHAHAHA
nicolas; diz:
caralho, to nervoso
.racHELL diz:
NICOLAS. CHEGA. ATÉ EU CANSEI DISSO.
nicolas; diz:
se eu nao achar essa camiseta que eu to te falando… vou ficar mto puto
nicolas; diz:
voumefuder, prontofalei.
nicolas; diz:
decidi, ok.
nicolas; diz:
qqr coisa coloco a culpa em vc
.racHELL diz:
ok, eu topo levar a culpa. contanto q vc pare de me atormentar com essa dúvida bendita.
nicolas; diz:
nao achei aquela…
era uma preta mto klaxons
.racHELL diz:
uiaaa
.racHELL diz:
klaxons é massa
nicolas; diz:
pronto, parei.
conformado.
.racHELL diz:
ufa.
.racHELL diz:
finally!
nicolas; diz:
porra, to estranho… acho que a camisa zicada nem ficou tao boa…
nicolas; diz:
hahahaha
.racHELL diz:
CÊ TÁ ME ZUANDO, NÉ?

****

No fim o Nicolas FOI com a camiseta. E conseguiu uma proeza: tomou um toco mas depois pegou a menina. Tipo, a mesma garota, sacou? É, estranhíssimo, eu sei. E me presenteou com essa peça típica de indecisão masculina, para provar que não é só a gente que olha o guarda-roupa cheio e diz ‘não vou. Não tenho roupa.’

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Porque você tem que detestar o inverno assim como eu

Posted Maio 5, 2008 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, cruz credo vade retro, um luxo

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Gente, começou a época do ano que eu mais sofro. Não, não é com a proximidade do Dia dos Namorados, seus estrupícios malvados, é com o inverno. Ok, eu sei que ainda estamos no outono; meu problema é, na verdade, com o frio.

Por mais que eu tente, não consigo me adaptar muito bem aos dias frios. Meus pés ficam gelados agora e só vão esquentar de novo lá para agosto, setembro. É uma calamidade. Não tem romatismo que resista a pés gelados, you know. No fundo acho que a minha incompetência em arranjar um namorado até o dia 12 de junho é culpa única e exclusiva desse frio bizarro que chega agora. Eu arranjo o cara no verão, daí meus pés de morto espantam ele em maio ahahahahahahaha

Vocês tem que se lembrar que eu venho da cidade mais quente do estado de São Paulo, onde no verão temos 45ºC sem muito alarde. Tô acostumada a passar protetor solar para ficar em casa, a fazer festas na piscina e a comprar shorts e sandálias. Onde nasci o inverno dura pouquíssimo, tipo quatro ou cinco dias no máximo. Por isso fico tão desconfortável com qualquer massa de ar polar vinda da Argentina.

Tudo no inverno é muito pior ou mais difícil, por exemplo:

1. tomar banho é um tormento.
Tudo bem que um monte de água quentinha é uma delícia, mas e a porcaria do chão gelado? Além de levar uns bons minutos até que tenha se aquecido debaixo do chuveiro, aquele piso frio é fatal para ganhar uma boa dor na costas e arrepiar até o último cabelo da nuca.
E dá uma preuiça monstra sair da água quente-fervente e se enfiar na toalha gelada…

2. acordar cedo é um tipo de tortura física, além de mental.
Levantar pela manhã é horrível em qualquer época do ano, mas no inverno é bem pior. Além dos dias estarem curtos e o sol levar muuuuuuuuuuuito mais tempo para aparecer, pular fora das cobertas quentinhas e do quarto aquecido para encarar água gelada e vento frio é MUITO triste. As segundas-feiras ficam um pouco piores no inverno.

3. todo mundo fica gripado.
Coriza, nariz vermelho, dor de garganta, de cabeça, mal estar… precisa de mais motivo?

4. peso extra de inverno.
Quem é que não ganha uns bons quilos a mais por culpa dos caminhões de fondue de queijo, chocolate quente e festa junina cheia de coisas gostosas? Para agravar o efeito roliço, é terrivelmente difícil malhar no inverno, já que a academia fica gelada e os cobertores super convidativos ;)

5. todo mundo resolve ir pra Campos do Jordão passar frio. E ainda acham que isso é programa decente!
É aquela época cafona em que Campos fica lotada e a Caras monta um lounge por lá. E aí as celebridades podem posar para fotos com casacos de couro que saem do armário uma vez no ano e cachecóis poeirentos. E lareiras fumacentas que nunca funcionam 100%.

6. as tvs só falam de ‘mínimas’ e ‘massas de ar polar’.
E prevêem a famosa neve anual em São Joaquim, fazendo a cidade ficar cheia de turistas bregas ansiosos para brincar naquele gelinho sujo que insistem em chamar de ‘neve’. Sorry, pessoal de São Joaquim.

Alguém ae tá ansioso aguardando o próximo feriado para ir para Campos ou pela primeira neve do ano em Santa Catarina?

****

A partir de agora, ao final de cada novo texto vocês verão links para textos com temas similares e que já foram publicados pelo blog. Entendam como um convite explícito para peças anteriores do Coisa Errada e para o arquivo que contém muitas outras coisas erradas ;)

ps 1: a promoção Conheça a Rachel e ganhe $ 10,00 está se aproximando da data limite, 15 de maio. Já está participando, estrupício? Crie um banner para o blog e envie para o e-mail juraski.rachel@gmail.com Se escolhido, você ganha cheque no valor de 10 conto com a MINHA assinatura e, se morar em São Paulo, entregarei pessoalmente seu prêmio!

ps 2: já assinou nosso feed para receber as atualizações do blog por e-mail? Assina já, estrupício palhaço.

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A dura vida dos fugitivos de academia

#meuprimeirobeijo

Posted Abril 30, 2008 by Rachel Juraski
Categories: criancices, garotas/garotos

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Meu primeiro beijo aconteceu perto do dia das crianças, não sei exatamente se no dia anterior ou no seguinte. Eu tinha 12 anos e estava passando o feriado na cidade da minha avó. Tinha ido ao clube com meus primos e estávamos tirando os times para jogar futebol. Era só eu de garota mas eles não costumavam se importar. Não que eu fosse boa; sempre fui um fiasco no futebol e na faculdade só quando jogava como goleira era minimamente passável. Mas sabe, né? Menina de fora, magrinha, cabelo claro… eu tinha todos os argumentos para convencer até os menos cristãos à idéia de me deixarem entrar em campo.

Não lembro de muitos lances dos jogos em si, mas lembro que um amigo do meu primo Henrique ficou na equipe adversária e que eu tinha achado ele interessante. Tínhamos a mesma altura e a mesma idade, mas ele era bem mais magro. Aos doze anos os moleques são magros esqueléticos ou gordinhos com banhas de pneu, não há meio termo. Já as meninas são todas feiosas e desengonçadas, é um padrão que aparece aos nove anos e permanece até os 14. Pode reparar, não há garota que se salve nessa faixa etária.

Lembro que marquei um gol. Todo mundo deve ter marcado uns quatro ou cinco, e eu consegui a proeza de marcar um único gol. Fiquei feliz com o saldo, comemorei subindo no alambrado, toda pinta de jogador profissional quando quer fazer média com a torcida. No fim de um dos jogos deixei todo mundo sair correndo para o bebedouro e fui ficando para trás. O Henrique me acompanhou e aproveitei a brecha para perguntar a ele sobre o amigo magrelão - vamos chamá-lo de André. Acho que disse que tinha gostado dele, ou algo parecido. Atentem para o detalhe: eu nem sabia o nome do pequeno cidadão. Eu nunca tinha ouvido a voz dele. Mas já tava gostando, dá para crer?

Depois, muitos anos mais tarde, descobri que os dois eram os melhores amigos do mundo, aliás, são amigos até hoje. Isso explica como, naquele mesmo dia, o André soube que a prima do Henrique tava afim dele. Nem preciso dizer que morri de vergonha, né? Mais vergonha ainda tive quando o cara deu um jeito de ficarmos sozinhos para perguntar se eu queria ficar com ele.

Gente, um pânico incontrolável me dominou naquele instante. Deve ter sido um dos momentos mais aflitivos da minha vida. Eu queria, mas parecia errado. Tipo um daqueles erros terríveis que a gente sabe que vai se arrepender dele para o resto da vida. Fiquei com a mão gelada, o coração batendo pesado, vontade de vomitar, tudo. Era como morrer devagarinho. E tudo isso só para responder a pergunta! Um universo de coisas e gentes (o que a minha mãe ia pensar se descobrisse?) passavam pela minha cabeça naqueles poucos segundos entre a pergunta e a minha resposta. Que foi, como vocês imaginam, ’sim’. 

Fomos para os fundos do ginásio, onde guardavam umas cadeiras velhas e todo o tipo de quinquilharias cobertas de pó. Tenho certeza que estava com cara de boi quando vai para o matadouro. Ou com cara de choro. Não lembro se rolou alguma conversa, só do moleque me abraçando e dos nossos dentes batendo desencontradamente. Na confusão do momento, não sabia se fechava os olhos ou abria a boca e onde pôr as mãos. Mas foi tudo rápido, bem rápido: o tempo suficiente para perceber que não gostava NADA daquilo de beijar na boca e fugir correndo do lugar.

Talvez só eu não tenha gostado da experiência, porque o André fez o possível e o impossível para pegar meu telefone e endereço com o Henrique e mandou várias cartinhas apaixonadas, que iam diretamente para o lixo - logo depois de lidas e relidas com as amigas, claro. Fiquei meio que traumatizada por oito meses, com aquele arrependimento de ter gasto o primeiro beijo com um menino de quem nem gostava, mas também aliviada de ter terminado com aquilo. Durante a adolescência era quase um crime nunca ter beijado na boca e os pobres BVs (vocês sabem o que significa) eram humilhados e discriminados por todo mundo. Com aquele momento de ousadia no dia das crianças, eu estava entrando na adolescência sem essa pendência, pelo menos.

Acho que essas primeiras vezes nunca são muito boas para ninguém. É difícil conter a explosiva mistura de ansiedade, vontade e vergonha, e ainda lidar bem com a pressão que amigos fazem. E acredito que foi bom não ter tido meu primeiro beijo com um cara de quem gostava. Eu teria ficado irremediavelmente apaixonada, como aconteceu com o segundo cara. E teria invariavelmente tomado um pé na bunda, como aconteceu com o segundo cara. Mas isso é história para outro post.

Movimento Blog Voluntário - 5 dicas master importantes (mentiraaaa)

Posted Abril 28, 2008 by Rachel Juraski
Categories: blogs, gerenciando, links, manuais

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Sabe aquele seu primo que acha que internet é MSN + orkut + mp3/video pornô? Ou o professor que só acessa a rede para ler a coluna do Elio Gaspari e do Diogo Mainardi antes de saírem no jornal e na revista? É meio difícil fazer esse povo entender que além disso há ainda gente como eu e você e mais uma galeeeeeera que consegue gerar e veicular informação através dos blogs. É isso mesmo, pequeno ser humano, quando você assassina o português e obriga a sua namorada a comentar no seu post sobre dicas para jogos do PS3, você está manipulando e repassando informações através da net. E isso não é crime, não, relaxa, criatura. Isso é bom, acredite.

O Movimento Blog Voluntário nasceu para trazer ao mundo online a campanha do Voluntariado Jovem, em que pessoas do mundo inteiro trabalham por 3 dias - de 25 a 27 de abril - para fazer do mundo um lugar melhor. Ok, fim da meiguice e da viadagem, cortem a musiquinha da Pequena Sereia. E você, estrupício aí do fundo! Pode ir tirando esse agasalho da Hello Kitty e mãos ao teclado! Porque VOCÊ pode ajudar a blogosfera se conseguir escrever em algum idioma aceito pela ONU - e NÃO, o miguxês NÃO tem cadeira como língua convidada.

Na verdade este post deveria ter sido postado até a meia-noite do domingo, mas no Acre (sem discussões sobre sua existência, por favor) ainda é dia 27. E para colaborar com o Movimento (sem piadas ou trocadilhos, já falei), vão ae minhas cinco dicas para melhorar um pouquinho o seu post e fazer do seu blog um blog feliz. Lindo, né?

1 - Escreva sobre o que você entende

Essa é a dica número um porque é a mais importante. Não adianta: se tu não entende de mecânica de aviões, não tente fazer um post sobre isso. Vai se perder do início ao fim e o resultado será uma pasmaceira medonha. Se manja de técnicas ninja para lavar louça em pouco tempo ou com a menor quantidade de água/detergente possível, explore isso. ‘Mas quem é que vai se interessar por isso?’ o pequeno estrupício poderia perguntar. Não se preocupe; em algum lugar do universo, alguém um dia pesquisará no Oráculo, mais conhecido por Google, algo como ‘lavar+louça poca augua deterjente como eu faço?’. E tcharaaam! Lá estará o seu blog.

2 - Deixe sua professora do primário orgulhosa uma vez na vida: escreva corretamente.

Mano, não me venha com essa história de abreviar tudo e trocar letrar e enfiar o miguxês na roda que eu sou capaz de apelar e botar a mãe no meio, falou? Escreva com seu melhor português. Coloque as vírgulas nos lugares certos, acentue as palavras necessárias, dê começo, meio e fim ao texto. Ninguém dá bola a nego que parece falar um dialeto indiano ou algo que o valha. Até porque esse negócio que tu escreve ae não é dialeto indiano nem aqui nem em Calcutá.

3 - Interaja com seus visitantes

A maior sacada dos blogs, e sua maior arma contra a imprensa convencional, a meu ver, é a interação direta com os leitores. Muito além de aproveitar essa ferramenta, você deve explorá-la ao máximo. Qualquer post meia-boca tem comentário. Use esse fio que conecta você ao leitor e se comunique com ele, mande e-mail, pergunte, visite a página do cara. E esteja preparado para comentários negativos, que discordem da sua opinião. Aceite que essa também pode ser uma vantagem: conversa em que apenas um fala e outros escutam não é conversa, é monólogo. E monólogos só são bons no teatro.

4 - Cultive uma rede de blogs amigos

Sabe aqueles caras que comentam no seu site? É bem provável que eles também tenham um cafofo. Custa dar uma visitadinha, ao menos para ver o qualéqueé? É através das redes de blogs que a informação é verdadeiramente devassada e encaminhada, como uma grande área de processamento em uma fábrica. Com seus culega você pode discutir e argumentar de maneira mais focada um determinado assunto, e ficar por dentro de tudo o que está rolando. Além disso, você gera tráfego a outros blogs, quando dispõe do link deles no seu espaço, e eles geram tráfego para o seu, fazendo o mesmo. Saca aquele lance do mutualismo, que tu viu nas aulas de Biologia no século passado? Pois é, cara, pois é.

5 - Mais! Mais, mais! Não pára! MAAIS!! Oh, yes!

Tem dois lances que irritam deveras um leitor fã de blog: ausência do autor e post pedindo desculpa pela ausência. Ficar um tempo prolongado sem postar nada faz com que seus leitores esqueçam o link do blog ali, perdido entre outros do Favoritos, largado às traças e à própria sorte, coitado.

Não tô dizendo que é preciso escrever todo-santo-dia-sem-falhar-nenhum, mas tenha periodicidade nas suas postagens. Mais que freqüência, estabeleça os dias em que haverão textos. Não é necessário informar os fiéis seguidores de que só às terças, quintas e nas quartas sextas-feiras do mês o blog terá atualizações, porque eles vão sacar naturalmente que tu só escreve ‘umas duas vezes na semana’. Se você for beeeem regular e os caras fiéis meeeesmo, vão acertar até o horário em que os textos são upados. E vão cobrar quando isso não acontecer.

****

Enfim, trastes, estas são minhas dicas. Representam mais o que observei em alguns meses de blogagem maluca do que conselhos em si, mas acho que podem ajudar alguém perdido. Certeza que dia desses o Oráculo joga aqui um pára-quedista que buscava por ‘blog dicas p/ comesar blog quanto postes eu devo faser?’ ¬¬

Ooo lá em casa! 4 - Matt Damon, Brad Pitt e George Clooney

Posted Abril 27, 2008 by Rachel Juraski
Categories: CARALHOPUTAQPARIU, caras gostosos, garotas/garotos, ooo lá em casa

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Life

is full

 

 

 

 

 

 

 

of difficult choices.

Certeza que as estrupíciAs nem leram minha frase inspiradora… ;)

No olho da rua: minha vida como desempregada, parte 3

Posted Abril 25, 2008 by Rachel Juraski
Categories: no olho da rua, vida de bióloga, vingancinhas

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Continuando minha saga sobre empregos e afins, esta é a parte 3. A primeira parte está aqui e a segunda está ali.

Em março de 2006 comecei, então, a trabalhar como assistente de vendas para o exterior, que é tipo uma secretária bilíngüe menos imbecil e mais funcional - que me desculpem as secretárias bilígües, mas é verdade. Acreditem: não havia nada de difícil ou desafiador no meu trabalho, era tudo questão de treino. Aprendi rapidão as partes burocráticas e repetitivas das funções e logo estava agindo com aquela naturalidade dos que estão no mesmo cargo há anos. Eu, inclusive, fazia as mesmas caras de tédio e assumia o mesmo tom de voz modorrento dos enfadados pelo trabalho.

Sendo bastante sincera, meu trabalho era chato porque não demandava nenhum tipo de habilidade especial, requeria apenas organização, atenção e domínio dos idiomas. Aquelas que eu tinha acreditado por toda a vida serem minhas maiores qualidades eram desperdiçadas ali. O desafio diário consistia, na verdade, em aturar meu chefe.

*Atenção para uma descrição nada elogiosa*

Pense numa pessoa muito, mas muito ansiosa. Alguém que não consegue se manter sentada na cadeira e que ordena que tudo seja resolvido instantaneamente, numa tentativa de aplacar essa ansiedade. Essa pessoa é, ainda, extremamente repetitiva e consegue fazer a mesma pergunta e a mesma solicitação várias vezes ao dia, enlouquecendo o interlocutor. Pensou? Ladies and gentlemen, may I present you João, my boss.

Essas, entretanto, não eram suas únicas características absurdamente irritantes: para piorar, meu chefe, o GERENTE DE EXPORTAÇÃO, falava um inglês macarrônico BIZARRO e passava vergonha quando tinha que tentar o espanhol. Quer dizer, EU passava vergonha, porque em toda sua arrogância, João achava seu espanhol ‘muito bom’ e só me delegou a função de enviar TODOS os e-mails do departamento porque eu ‘digitava mais rápido’ ¬¬

Apesar de todas essas reclamações, meu chefe tinha algumas qualidades, também. Só que isso aqui é uma narrativa de alguém que está muito feliz de ter largado o emprego e que ainda tem sérias reclamações do chefe, então vou suprimir a parte de falar sobre as qualidades, ok? Se alguém quiser uma defesa do João que vá conversar com a mãe dele.

Além disso, como vocês devem adivinhar, minhas funções tinham aumentado bastante nesses dois anos, não só em quantidade como também no grau das reponsabilidades que tinha assumido. Quando dei por mim, estava elaborando gráficos mega complexos sobre análises de vendas e metas comerciais e cheguei ao absurdo, certa vez, de ter que redigir um contrato de distribuição. Oi? Isso é trabalho para advogados formados? Comecei a desempenhar uma série de atribuições que tinha certeza serem de responsabilidade do gerente, sem para isso ter qualquer bonificação ou aumento.

Apesar de ouvir constantes elogios e coisas do tipo ‘você se tornou indispensável para o departamento’, o valor que aparecia no holorite era exatamente o mesmo desde a contratação. Acredito que a gente se contenta com elogios e tapinhas nas costas apenas enquanto criança. Quando as contas do mês começam a depender do salário que você ganha, só congratulações não são suficientes. Resumindo, eu queria um aumento. Um belo aumento, diga-se de passagem. Se meu trabalho era assim tão formidável, queria receber o quanto achava ser justo por ele, e se aquela empresa não quisesse pagar, estava disposta a procurar por outra. A bomba estava armada e prestes a explodir.

O BUM! veio em março. Estava insatisfeita havia 12 meses exatos e passando pelas três piores semanas de que me lembrava. Trabalhava feito uma camela até as onze da noite, quase não tinha folga para almoçar e a montanha de coisas para fazer não parecia diminuir, só aumentar. E enquanto isso, o João ficava dias sem aparecer e, quando estava no escritório, ficava pelos corredores batendo papo ou passava horas assistindo a videos do Terra. Preciso repetir? Vi-de-os do Ter-ra. Pensamentos assassinos truculentos vagavam pelo meu cérebro naqueles dias.

Ao final da terceira semana estava no meu limite. Queria apenas que a sexta-feira terminasse logo para descansar e ficar livre dele por dois dias. Mas o cara conseguiu a proeza de me enfurecer mortalmente antes do dia acabar e assim decidi pedir demissão já na segunda-feira e me libertar daquilo de uma vez, nem que para isso tivesse que voltar a deixar meus currículos em escolinhas infantis.

E foi exatamente o que fiz.

Notícias que mudarão a sua vida

Posted Abril 24, 2008 by Rachel Juraski
Categories: futebol, garotas/garotos, links, notícias que mudarão sua vida, vingancinhas

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O Alexandre Gato Pato pediu a Stephany Brito em casamento. Levou a moça para jantar no restaurante que fica no alto da Torre Eiffel, em Paris (onde UMA garrafa de água custa cinco euros), sacou uma puta aliançona do bolso (não era aquela da Tiffany’s) e fez a famosa pergunta. Tá tudo na Contigo, gente. Fui na padaria e enquanto esperava na fila para pagar pelo pãozinho dei uma folheada rápida. Depois li no site, claro.

Enfim. Eu achei cafona. Mas acho que só eu achei cafona, certo? Ficaria mais emocionada se o cara fizesse o pedido durante uma comemoração de gol, sabe? Faz o gol, vai correndo em direção às câmeras, tira a caixinha com o anel do short e manda um ‘Rachel, casa comigo!’. Logicamente eu teria que fazer uma leitura labial da pergunta, já que não teria som. Seria mais original, mais inesperado, mais… seilá. Whatever. Certeza que ia virar hit.

Ainda assim quero desejar felicidades aos noivos, que eles cheguem a se casar, que a festa tenha cajuzinho e crocrete e que dure mais de 86 dias.

E queria também deixar uma mensagenzinha pra Stthephanny (ooooo nomezinho imbecil, hein):

PEGUEI PRIMEIRO!

Beijosmeliga.

290 km, 290 km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 280 km :/

Posted Abril 22, 2008 by Rachel Juraski
Categories: gerenciando

Acabeeeei de chegar de viagem e estou podre. Alguém mais viajou no feriado? Juro que até a noite tem texto novo, não fiquem tristes. Aproveitem para fuçar no arquivo e assinar o feed do blog: é só clicar naquela chamadinha simpática em laranja onde se lê ’senta o dedo nessa porra de feed logo, estrupício palhaço’. E participem da promoção ‘Conheça a Rachel e ganhe $10,00′.

Seu blog já tem o logo da campanha ‘Eu prefiro jogar gamão!‘? Vá já inserir esse logo, estrupício!

E bora fazer banner, galera, que eu vou ali descansar um pouquinho ;)

A maldição das revistas femininas

Posted Abril 19, 2008 by Rachel Juraski
Categories: garotas/garotos, surtos e afins

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Revista feminina é uma merda. Esse é uma das minhas opiniões-padrão que não consigo mudar - e olha que me esforço bastante para isso. Vá a alguma banca e procure por edições voltadas especialmente para a mulherada: a quantidade é surpreendente e continua crescendo. Entretanto, mesmo com uma gama quase infindável de títulos e estilos, elas são iguaizinhas umas às outras. Todos os meses as editoras modificam apenas o tema dos ensaios de moda e até estes estão cada vez mais repetitivos e sem graça.

Na última semana me vi tendo que esperar por um amigo durante duas horas sem ter um livro ou o Ipod para me salvarem. Fui à banquinha da esquina do trabalho dele e comprei a mais recente Maria Clara (o nome foi trocado para preservar a identidade da porcaria revista). Fazia muuuuuito tempo que não folheava uma publicação tipicamente Marisa (de mulher para mulher) e tinha me esquecido do quanto são superficiais, vulgares e inseguras. Pior: quando cheguei na casa da minha mãe dei de cara com os últimos CINCO números da tal revista, espalhadas na sala. Só por observar as capas é possível perceber que de um mês para o outro não há grandes mudanças. As idéias baratas, os chavões de mulherzinha e os clichês da época da minha avó continuam ali, firmes e fortes.

As cinco revistas trazem alguma atriz da Globo na capa. Mas não é aquela super veterana com 30 anos de teatro e dúzias de papéis como protagonistas de novela, não. São sempre moças muito jovens, muito bonitas e - me desculpem - sem nenhum tutano, sem história para contar. Vamos lá, editora da Maria Clara, você acha mesmo que eu tenho algum interesse em ler a Juliana Paes contando do episódio em que foi fotografada sem calcinha? Ou saber dos percalços da Flávia Alessandra para aprender o pole dance? Come on, people! Desde quando revista feminina precisa ser revista de fofoca, fútil e imbecil?

Virando mais algumas páginas, começam as matérias sobre relacionamentos e perrengues homem x mulher. E aí os clichês e o convencionalismo dos anos 50 tomam conta de cada linha. Numa delas são abordadas as novas regras do primeiro encontro. Oi? Regras? Querendo fazer tipo de manual com relatos de ‘usuárias’, ditam leis de comportamento para as mulheres e aplicam estatística nas respostas dos homens numa tentativa de ‘compreender o universo masculino’. E assim vendem atitude e consolo a um bando de mulher insegura a ponto de confiar e acreditar nesse naipe de leitura. ‘Não espere ele ligar no dia seguinte, ligue você’, ’se quiser transar no primeiro encontro, vá em frente’, ’não tente fazer a fina e pedir só salada: peça comida de verdade’, ‘não fale sobre relacionamentos anteriores’… enfim, todo um código de comportamentos e atitudes para no final dizerem ‘acima de tudo, seja você mesma’. Sacou a contradição

Tradicionalmente depois das matérias para desencalhar as solteironas ficam as reportagens sobre sexo. Nada muito picante ou apelativo, já que é a concorrente Velha (o nome foi trocado para preservar a identidade da porcaria revista) que dá um enfoque maior ao sexo. Tem conselhos para variar a performance entre quatro paredes, dicas de acessórios e utensílios, análises sobre o orgasmo e - lógico - mais confissões masculinas. Em nenhuma existe a sugestão, mesmo que sutil, de que sexo é como um termômetro: se vai mal, é porque o relacionamento em si vai ainda pior. Também não mandam a mulherada fazer análise ou terapia, ou trocar de parceiro, mesmo que temporariamente. Soluções simples que costumam surtir bons resultados.

Fora isso, entrevistas curtas, superficiais e desinteressantes, o oposto radical das trazidas pela Playboy, a mais famosa e popular revista masculina. Ensaios de moda mornos e pouco inovadores, truques de beleza mostrando meninas de vinte anos (sendo que a faixa etária média das leitoras é de 35 a 45), continhos estúpidos e apenas UMA única reportagem jornalística (jornalística? Tô sendo tão boazinha…) em cada número. Os temas, apesar de bons, poderiam ser mais profundamente explorados e ficaram restritos a 3 ou 4 páginas em cada revista.

Eu tento adivinhar qual o tipo de mulher que essa revista pretende atingir. Olho para mim, para minhas amigas, para minha irmã de 20 anos e minha mãe de 53 e não vejo nenhuma delas refletida ali. Quero ler entrevistas de gente que tem o que contar, quero discussões sobre o novo feminismo, quero relatos de mulheres que abandonaram a vida profissional pela maternidade e daquelas que trocaram o sonho de constituir família pela carreira de sucesso. Quero conselhos sobre investimentos financeiros, viagens radicais, novos tratamentos para o câncer de mama e de colo de útero. Quero ensaios de moda com estilistas TOTALMENTE desconhecidos, depoimentos de transexuais, dicas de mecânica de automóveis e elétrica de chuveiros!

Porque não, entrevista com a Vera Fischer ou ‘consegui virar esposa do meu amante’ não me interessam.