Eu não sirvo para crítica de cinema
Estou de férias do trabalho até dia 08 de janeiro. E tenho aproveitado esses dias livres com sol e céu claro como uma desempregada depressiva: dormindo, comendo e assistindo a filmes da tv a cabo. Eu sei, eu sei, poderia estar fazendo coisas muito melhores, como tostar ao sol à beira da piscina do clube, ir à academia e começar o programa de corrida, ler mais alguns livros da quase infinita biblioteca da minha mãe… mas não: estou entupindo minhas artérias com comida gordurosa, ganhando alguns quilos e matando meus últimos neurônios com filmes idiotas. A gente precisa disso de vez em quando, porra! Prontofalei.
Mas alguns realmente salvam. Maria Antonieta, por exemplo, é impecável: figurino (realmente vale o Oscar e mais alguns prêmios), trilha sonora (OMG, preciso baixá-la agora!), enredo… enfim, Sophia Coppola como sempre acertou a mão.
Também assisti a Minha Vida Sem Mim, que é terrivelmente triste e me fez ir dormir com o rosto inchado e os olhos vermelhos de tanto chorar. Os atores são realmente fracos, mas a direção de fotografia e a simplicidade (para não dizer ignorância) da personagem principal Ann comeveram este coração de pedra.
Passei por O Virgem de 40 Anos que, apesar do que sugere o título, não é um pornô de quinta categoria – se bem que, na minha opinião, todo pornô parece ser de quinta. É uma das poucas comédias atuais que realmente me fez rir e tal. Tem um ator gordinho, Seth Rogen, que dirigiu e atuou em Ligeiramente Grávidos (filme que adoro e indico) e por quem tenho uma queda. Prontofaleidenovo.

Ok, podem me crucificar por essa.
E revi alguns outros, como agora há pouco: Quase Famosos. Como sempre, desliguei a tv assim que começaram a subir os créditos e corri para o pc para ouvir a discografia inteeeira do Led Zeppelin, um dos efeitos colaterais que esse filme desperta em mim.
E Mais Estranho que a Ficção. Ótimo, excelente, adoro filmes sobre escritores e tal.
O que me faz lembrar que preciso rever As Horas. E reler Mrs. Dalloway, claro.
Depois conto sobre o que ando lendo. Nada muito interessante, como vocês devem imaginar. E conto também o que andei assistindo e com o que não vale perder 10 minutos. Mas talvez nem valha a pena falar sobre isso…
Tags: as horas, ligeiramente grávidos, mais estranho que a ficção, maria antonieta, minha vida sem mim, o virgem de quarenta anos, quase famosos
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Dezembro 30, 2007 at 9:40 am
Se vc gostou de Minha Vida sem Mim, assista A Vida Secreta das Palavras, da mesma diretora (Isabel Coixet), com a mesma atriz tb como protagonista — Sarah Polley, de quem gosto cada dia mais — e Tim Robbins, ator que dispensa apresentações. Mas vá com calma, caso contrário vc desidrata, e o verão não é o melhor momento para tal…
Beijos, menina!
P.S. E eu, todo animado para andar na praia, fui sair do mar e tive um estiramento na panturrilha! Agora tô aqui, comentando no teu blog, o que ameniza um pouco a frustração, mas não a acaba…
Dezembro 30, 2007 at 9:44 am
Rachelsinha
Tô com saudades. Me deixou falando ao vento e nunca mais me deu bola….
Tô carente.
Beleza, vou procurar uns títulos recomendados.
Beijão
Dezembro 31, 2007 at 1:06 am
Sempre vejo o link, mas nunca entro.
Tu vazou do TM e, na despedida por msn, vi de novo e resolvi entrar.
Legal, gostei do que li.
Não sou um crítico de cinema, mas dos que assisti, concordei com sua opinião, como no “Virgem de 40 Anos” (menos a parte do gordinho… argh!)
Buenas…
Espero que não fique só no verbo e vá msm ao X-contro, hein?
Besos!
Janeiro 1, 2008 at 1:50 am
Concordo com o Ricardo: acho bonitinho o modo como a Sarah Polley sempre sorri de boca fechada (acho que para esconder os dentes pequenos e amarelos).
Janeiro 1, 2008 at 3:15 pm
rach, eu gostaria de ser critica de cinema !:))
vou te sugerir um filme trash e maravilhoso :
Barfly, de Barbet Schroeder, com mickey rourke e faye dunaway, 1987….é a historia de charles bukowski, escritor americano e alcoolatra…
o filme é um huit clos, com mickey rourke arrebentando na interpretaçao, com faye despenada e linda…parece que durante as filmagens, eles bebiam mesmo pras cenas ficarem mais real…ja vi esse filme umas 410 vezes, pra mim é chef d’oeuvre…
Resposta da Rach: Bukowski é O CARA!
Janeiro 2, 2008 at 6:15 pm
Confetti, prefiro o do Marco Ferreri, “Crônica de um Amor Louco”, com o Ben Gazarra e a Ornella Muti… A cena dos dois na janela vale o filme!
Maio 26, 2008 at 2:01 pm
[...] dirigido pelo Seth Rogen, mesmo cara que atuou e também dirigiu Ligeiramente Grávidos que, como já comentei aqui, adoooooooooouuro. Mas o filme mais que bom: Superbad é [...]