Those things no one likes to talk about

Desconfio de gente que bota “a vida” no item passions do orkut. Será que elas nunca tiveram um período tão ruim que desejaram que tudo se acabasse logo de uma vez? Ou ainda: que simplesmente não tivesse começado?

Odeio pessoas lerdas. Lerdas no trânsito, lerdas para responder e-mails, lerdas na fila do restaurante. E inseguros, aqueles que não têm certeza do que querem fazer no final de semana, ou se gostam mais de The Cure ao invés de The Jesus and Mary Chain. E dos imbecis que insistem em dizer que Efeito Borboleta foi um dos melhores filmes da vida. Nem tenho o que comentar sobre o que parece ter sido 5 adolescentes bêbados e ignorantes como roteiristas e que conseguiu verba para ser produzido.

Tenho dó de leitores de Nietzsche. O homem tem um puta obra literária sendo estuprada por todo e qualquer babão metido a intelectual. É um atentado, uma tremenda falta de respeito com o autor ler seus livros, não entender lhufas (porque, afinal de contas, não é todo mundo que entende Nietzsche – e eu não estou dizendo que o entendi) e sair pór aí bradando aos 4 ventos sobre o niilismo e sua profunda importância no pensamento ocidental.

Aliás, dá nojo julgamento de caráter a partir do conhecimento literário alheio. Acho Orwell uma enrolação: o cara podia terminar cada livro em 15 ou 20 páginas, mas fica esticando o assunto até a beira do insuportável e a gráfica avisar que sim, ele chegou na 100ª. Schopenhauer é um esnobe prepotente que consegue falar mal de meio mundo num único parágrafo. Não se pode pensar muito, nem escrever muito, nem ler muito… o que é permitido, então, porra?

Eu não gosto de Monty Python. Eu não entendo Magnólia (o que é aquela chuva de sapos, afterall?). Tentei, mas não consigo ver a genilidade dos Beatles.

Não acredito em deus, nem no casamento, nem na família, nem no comunismo. Enfim, o que sou eu?

E um 2008 cheio de prozac para todos vocês.

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7 Comments on “Those things no one likes to talk about”

  1. Hugo Says:

    Bom, do meu ponto de vista :

    - Eu vou um pouco mais afundo, não suporto pessoas felizes, dessas que podem ver a mâe ser esfaqueada e achar que está tudo bem… ou levar 7 horas num carro lotado até o litoral para passar o ano novo e achar que tudo é alegria, porque o ano que vem vai ser do caralho e tal…

    - Putz, pessoas lerdas… fila no buffet é a segunda coisa que mais odeio no mundo…uma vez quase sai do tapa com um senhor de uns 60 porque o dito cujo ficou uns 5 minutos escolhendo o bife… buffet pra mim é anticulinária, um dos piores males da humanidade…mas eu entendo, trata-se de um problema logístico de alimentar o maior número de pessoas possível num curto espaço de tempo com um mímino de civilidade;

    - Do Nietzche e do Schopenhauer, valem algumas palavras novas em alemão, como schadenfreude, que é a alegria pela desgraça dos outros. Termo aliás que está em voga ultimamente, saiu até na última edição da exame;

    - Também odeio Monty Python, mas sempre jogo na cara “A Revolução dos bichos” para aqueles amigos comunistas encarcarados que todo mundo infelizmente tem;

    - Finalmente, acredito em Deus, na família, no casamento e que o ser humano está se deteriorando e a humaidade caminha a passos largos para a sua destruição. Mas enquanto existir vodka de boa qualidade (ganhei uma garrafa de russian standard), vamos passando o tempo.

    Feliz 2008 !

  2. rafael Says:

    Opa! Obra literária do Nietzsche?

  3. Lívia Says:

    Gostei bastante do que eu li! mto bom! vc escreve mto bem! parabéns!! xD

    Eu também não entendo a “genialidade” dos Beatles e não acredito no casamento…
    e estou tentando descobrir que sou eu, afterall…

    Voltarei mais vezes aqui!
    um Ótimo 2008 pra vc!! xDDD

  4. Finin Says:

    Ah, só algo me deixou mais ainda em estupefação! Já que desejou um “um 2008 cheio de prozac para todos vocês.” e recordo-me que o mesmo é utilizado tanto para TPM como também pode dar o efeito colateral de brochar ou retardar o orgasmo. Ou seja, perde-se a tensão e ganha-se outra… uhauha, isso que é um bom exemplo de niilismo [da forma física e não filosófica ou de ambas] que é da imperfeição do remédio!

    Tá, sem mais… no mais as minhas viagens…

    Parabéns, excelente… como quase sempre!!!

    Feliz 2008, 2009…!!!

    Beijos.

  5. confetti Says:

    rachel , mistura o prozac com vodka….tchin tchin !!

    ( e bota um galhinho de arruda na bolsa querida )

    Resposta da Rach: AAAAAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    Boa, Confetti… como sempre, na mosca.

  6. Calango Says:

    Ih, eu tenho “viver” como passion no orkut… e agora? Em compensação no “quem sou eu”…

    Prazer em conhecer. Gostei de sua escrita.

    Abraços!

  7. cetraro Says:

    Bom… Vamos lá
    1) A vida é uma das minhas paixões, sim apesar de obviamente ter momentos de crise existencial. Mas veja bem, até pra minha mãe eu gostaria de ter uam tecla mute, então pq não posso ter a vida cmo minha paixão?
    2) Odeio pessoas lerdas tb em todos os sentidos, proncipalmente os intelectualmente lerdos que demoram horrores de tempo pra entender coisas simples
    3) Detestei Efeito Borboleta e tb nao vjo nenhuma poesia nele, assim como A casa do Lago e Antes que termine o dia. Pra mim, nada mais do que sentimentalismo barato e sem sentido. Qualquer roteiro com um quadro de Van Gogh como inspiração faria mais sentido.
    4) Não acho que os Beatles sejam geniais, mas consigo me divertir com algumas músicas e só.
    5) Acredito em Deus, em casamento (alguns), na familia. Acho que sou uam romântica otimista
    Bjos
    Feliz 2008!!!
    PS: Já existem antidepressivos muito melhores do que o Prozac, sua boba, e todos podem ser misturados com vodka huahuauhauhauha


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