Teorias e conselhos absurdos

“Por que RAIOS eles não ligam no dia seguinte?” Essa é uma pergunta que atormenta mulheres de todas as idades, já que a maioria se julga totalmente inapta a entender a mente masculina, vista muitas vezes como o grande mistério da existência, o caos biológico ou simplesmente um grande ponto de interrogação a permear nossos questionamentos.
Obviamente eu não tenho a resposta, mas elaborei teorias que me ajudaram a superar os momentos angustiantes da espera pelo toque do celular anunciando que o cidadão se lembrou da minha pessoa e resolveu ligar – ou, com essa maldita moda de SMS, me mandar uma mensagem.

1 – A Teoria dos 7 Dias

A Teoria dos 7 Dias assume que se o cara disser “amanhã eu te ligo” há 90% de chances dele ligar no prazo compreendido entre 4 e 10 dias; geralmente isso acontece por volta do 7º. Alguns, mais ansiosos, ligam em 3. Outros levam 15 dias para enviar um simples torpedo. Essa teoria já foi comprovada inúmeras vezes por mim e pelas minhas amigas, e alguns caras admitiram que a coisa funciona mais ou menos assim mesmo.
A Teoria dos 7 Dias ainda conclui que o fato dele dizer que vai ligar demonstra que ele não espera que você ligue antes. Assim, roa as unhas, as mãos, os tocos dos cotovelos, mas não ligue. Se ele desaparecer, não teria adiantado nada você ter ligado antes mesmo.

2 – O poder do mantra “Toca, telefone, toca!”

Através da mentalização desse feminino mantra ocidental e secular, é possível que todas as suas energias sejam focalizadas no objeto (o cara) e no canal entre vocês (o telefone). Repita várias vezes, em voz alta ou apenas na sua cabecinha fraca, e se concentre. Funciona melhor se feito olhando hipnoticamente para o telefone.

Esse mantra se mostrou eficaz em poucos casos. Mas ainda é bom para provocar risadas incontroláveis nos arredores e distrair sua atenção para a sua própria figura ridícula.

3 – Pré-preparativos

A ansiedade é tanta que a gente nunca consegue fazer nada receber a bendita ligação. E depois que ele liga não conseguimos fazer nada porque ficamos ligando para todas as amigas da agenda com dois objetivos: fofocar e decifrar a simbologia embutida em frases ambíguas de um diálogo como “Oi, tudo bem? Vamos sair amanhã? Legal, eu passo na sua casa. Beijão” – O que ele quis dizer como ‘legal’? Onde vocês irão? Por que sair justamente amanhã? Enfim, perguntas de grande importância para o futuro do relacionamento de vocês. Mas o que fazer para passar o tempo até esse telefonema fatídico? Os preparativos para depois que ele ligar, claro!

Explico: ele ainda nem ligou. Para ser sincera, você nem sabe se ele vai mesmo ligar. Mas para se distrair já pode ir pensando na roupa que vai usar quando vocês se virem de novo, com acessórios e calçados apropriados, um make legal, cabelo arrumado. E experimentar tudo isso na frente do espelho, com todas as combinações para todas as ocasiões possíveis, desde festa de aniversário de criança, passando por jantar a luz de velas em Paris a enterro da vovó.

Você também pode fazer um roteiro de assuntos para conversar com ele, com perguntas e respostas e ainda respostas-chave, para usar em situações que você não entender lhufas, como a guerra das Malvinas, a última safra de vinhos chilenos, filmes expressionistas alemães, a tabuada do sete, essas coisas complicadas.

Ainda nesse intervalo em que ele não ligou, você vai ter tempo para um surto Amélia, porque vai que vocês resolvem esticar a noite e terminar na sua casa? Ele não pode encontrar milhares de coisas jogadas no seu quarto – aquelas que você estava experimentando para o encontro. Então você começa a fazer os pré-preparativos pós-encontro: arruma toda a casa (mentira! Esconde nas gavetas e no closet da sua irmã para arrumar depois. Mentira de novo! Você levará semanas para conseguir separar as suas peças das dela); grava um CD especial com músicas para… ahm… fazer ruído que abafe o de vocês; testa as molas do colchão e o movimento da cama (vai que tá batendo na parede?); compra comida (nunca tem comida em casa); etc, etc, etc. Realmente, há muito o que fazer.

E entre um surto e outro, você acaba comprando um abajur ridículo. Rosa.

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10 Comments on “Teorias e conselhos absurdos”

  1. Medina Says:

    hehehehehhehe

    Confesso que agora parei pra pensar e percebi que quase sempre segui a “teoria dos 7 dias”, ligando geralmente por volta do 3º ou 4º dia – de fato, sou um pouco ansioso -.

    Mas a questão dos pré e pós preparativos ilustra bem essa incrível capacidade feminina de pensar e fazer (principalmente falar) uma multidão de coisas ao mesmo tempo, numa velocidade que o espécime masculino que vos fala somente consegue acompanhar observando, estarrecido.

    Bjks, bom fds.

  2. rafael Says:

    rs, “escrever roteiros” é demais até pra mim.

  3. Paulo Says:

    Ok. Minha opinião pessoal e masculina. Evito ligar no dia seguinte para não parecer grudento, não que eu não o seja, mas a maioria não gosta. Acabo dando um espaço, fingindo um certo desinteresse, mas a vontade de ligar, pelo menos no meu caso, existe.
    Beijos!

  4. Hugo Says:

    Concordo com o Paulo. Me seguro, dou voltas ao redor do telefone, saio de casa e não ligo com medo de parecer grudento, mesmo que esteja doido p/ falar com ela.

    Resposta da Rach: o.O

    Quem diria, hein… estou surpresa. Não imaginava isso.

  5. Monsores Says:

    Rachel, querida. Vou fazer um post lá no blog com o lado masculino da coisa, ok?

    Beijo

  6. Monsores Says:

    Pronto, está lá uma pergunta pra você :P

    Resposta da Rach: YAAAAY!

    Super respondido. ahahahahahaha

    beejo

  7. Nat Says:

    Pois é Rach, a coisa funciona assim mesmo… E no final das contas o cara pode ligar ou não ligar, pode ligar e sair e ser bom, pode ligar e sair e ser péssimo. Enfim, difícil é fazer as mulheres entenderem que a aflição toda não leva a nada. A não ser péssimas unhas e olheiras na cara hehehehe ;- )
    Bjs

  8. Gabriel Says:

    vai saber… nunca pensei nisso!


  9. [...] Conselhos e teorias absurdos Ser corno ou não ser? Parafuso Explore posts in the same categories: garotas/garotos, surtos e [...]


  10. [...] minhas lembranças do primeiro beijo; minhas teorias furadas de relacionamentos na infância e na vida adulta. Se a nossa vida tem de um tudo de coisas, aqui também tem que [...]


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