Considerações de (sobre) uma ex-virgem
Minha amiga Dani finalmente deixou de ser virgem. Digo finalmente porque ela tem 24 anos e se preparava para o ato há um bom tempo. Não que não encontrasse nenhum cara disposto a fazer o silviço. Pelo contrário; ela é linda e muitos foram os mancebos que apareceram no pedaço mais que entusiasmados com a idéia. O problema da Dani é aquele mesmo que habita o cérebro de milhares e milhares de moças quando o assunto é sexo: a nóia – apelido carinhoso da paranóia.
Nóia, queridos, muita e muita nóia. Daquela que surge do nada e vai crescendo como uma erva daninha, sem chamar atenção nem consumir noites em claro. A praga, porém, se transforma numa planta carnívora abominável que traga pensamentos, idéias, razão e força de vontade até o limite do possível. Há, obviamente, as guriazinhas sem muito tutano que na primeira oportunidade, lá pelos 13, 14 ou, no máximo, 15 anos cedem a um moleque qualquer nas escadas do prédio ou no banco de trás do carro do pai do imbecil. Este tipinho é o mesmo que logo engravidará e casará com o idiota semeador, para ambos criarem a prole catarrenta e sofrerem as conseqüências da falta de camisinha para o resto da vida.
Mas não é esse naipe de garota que viraria post no blog. Falo das moças como a Dani, que apesar de terem todo o contexto certo e tradicional para a encaçapada (namorado firme de vários anos, pílula anticoncepcional, juízo e consentimento racional) seguem naquela dificuldade tipicamente feminina de dar logo duma vez. Tudo por culpa da nóia.
O primeiro dilema é escolher o cara certo. Porque veja só, o problema não é que ele será eternamente lembrado e por isso tem que ser um cara que valha a pena figurar em nossas memórias! Não! O xis da questão é que ele tem que ser ultra compreensivo e, se possível, carinhoso, lógico. Tem que entender que mesmo com a calcinha já na altura dos joelhos pode ser que a menina mude de idéia, resolva botar toda a roupa e se embrulhar no edredon, sem ofertar nem o buraco da orelha. Ou que ela talvez morra de vergonha e queira fazer tudo com a luz apagada, no mais completo breu. Ou decida que vai dar logo e que ‘por favor, seja rápido’. Ela pode gritar. Chorar. Ficar com cara de muito arrependimento depois. Enfim, qualquer coisa pode acontecer e toda reação é imprevisível. Já soube de amigas que tinham aquela atitude de bem-resolvidas e cabeça-fresca e que na hora H só faltou chamarem a mamãe. O pobre escolhido terá que enfrentar tudo isso e saber de antemão que o tropeço é em razão da nóia que acompanha todo o processo.
Meninos, relaxem, a culpa não é de vocês. Pensem no computador mais foda já criado, capaz de realizar trocentas bilhões de trilhões de operações por segundo. Naquele momento em que vocês tentam abrir nosso sutiã enquanto com a outra mão vasculham a carteira em busca de camisinha, nossos pobres neurônios estão trabalhando mais que os bytes do super computador. Centenas de pensamentos vagam quase desconexos e seguir uma linha de raciocínio é impossível. Entretanto, o top 5 das mais comuns a martelarem nosso raciocínio são, em ordem:
1 – Será que eu deixo?
2 – O que minha família pensaria de mim?
3 – O que ele vai pensar de mim?
4 – O que eu faço agora?
5 – O que ele vai fazer agora?
Lógico que isso não serve para tooooodas as mulheres do universo no momento do sexo; só para as que estão começando a trilhar o caminho. Depois de alguma experiência e aprendizado, a lista fica mais ou menos assim:
1 – …
2 – Assim não…
3 – Assim…
4 – Caralhoputaquepariu, dá pra ir mais rápido com essa camisinha?
5 – Amanhã preciso mandar lavar o carro, tá imundo. E ir ao supermercado, não tem mais nada em casa. Será que tinha detergente na lista?
Enfim, a coisa toda melhora. Ou não. Uma coisa é certa: no início é tudo muuuuuuuuuuito mais difícil. Não só o sexo em si, mas até os amassos são cheios de dúvidas e pensamentos martirizantes.
Afinal, há muita coisa em jogo. A tal da culpa é a principal. Realize: antes ela era virgem, como provavelmente qualquer pai prefere acreditar mesmo que a filha tenha 56 anos. Há toda uma carga envolvendo família, religião, sociedade, estereótipos, valores e costumes que pesam sobre os ombros dela. Lidar com isso não é tarefa das mais fáceis e pode levar certo tempo para que ela própria aceite sua nova condição: de não-virgem. E perceba que não há grandes mudanças em torno disso.
Outro pilar fundamental é a bendita aceitação do próprio corpo. Uma guria que se ache linda, gostosa, se sinta bem de biquíni ou calcinha e sutiã talvez tenha menos trabalho para se despir. Afinal, ela sabe que é linda! Mas como uma mulher que se acha feia, que enxerga vários defeitos escandalosos em si própria, conseguirá ficar nua na frente de um homem? E se for um homem de quem ela goste, ainda por cima? Por isso tantas e tantas mantém o quarto na escuridão total. A moça dificilmente aproveitará os carinhos e as brincadeiras do sexo (para não dizer o clímax), já que não se sente confortável com a aparência e silhueta.
Para as feministas que acreditam piamente que os tabus do sexo para as mulheres já foram derrubados, aconselho a observarem as garotas em idade sexual sem o véu de idealismos e falsas atitudes. Não são apenas as garotas que gostam de sexo e não são (muito) encanadas com o assunto que sofrem com rótulos. Há milhões de outras que, apesar de pílulas, camisinhas e todo o discurso demagogo sobre liberdade sexual ainda são constantemente atormentadas por ela, a nóia, num auto-bullying perverso.
Por isso fico muito feliz pela minha amiga Dani. Mais que deixar de ser virgem, ela venceu uma competição travada contra si própria. E a partir de agora, tudo tende a melhorar ;)
A excelente versão masculina dessas mesmas filosofagens tá no Controle Remoto Blog, do super companheiro de baladas e de madrugadas no MSN, Felipe Neto.
Textos relacionados para você ler aqui no blog, estrupício:
Eu prefiro jogar gamão!
Dia do que, mesmo?
Everyday I love you less and less
Ogros e ogrices
Tags: paranóia, primeira vez, sexo, tabu sexual
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Maio 21, 2008 at 7:33 am
Caralhoputaquepariu, gostei do texto. Nunca é tarde pra tentar entender essas coisas. Boa sorte pra Dani.
Julho 1, 2009 at 2:57 pm
Nunca lí algo que pudesse me transportar tão inteiramente ao universo feminino ,como a esta matéria , sempre conversei bastante sobre este assunto com várias amigas mas nenhuma delas conseguiu mesmo as que tentaram (rsrsrsr…), elucidar as paranóias femininas com tanta eficiência…o universo masculino agradece…que bom seria se as mulheres falassem sobre seus sentimentos sempre de maneira tão clara como na linguagem utilizada nesta matéria!
Maio 21, 2008 at 9:16 am
Foi o MELHOR texto que eu já li sobre isso, sério mesmo. Parabéns, Ó-T-I-M-O. Tô boba menina, você traduziu tanta coisa!
Maio 21, 2008 at 9:37 am
Ótimo texto. Belo tapa na cara de alguns (eu incluso)…
Maio 21, 2008 at 9:49 am
Eu, mesmo homem, passei por isso…
Não por questão de nóia… mas não queria ser o idiota na cebaça das garotas… pq fiz sem gostar e “joguei fora”….
Queria que fosse alguém que me sentisse a vontade e houvesse merecimento.
Acho que isso é fundamental…. do resto… é que nem montar um móvel de seis portas sem nunca ter o feito… só que sem manual… rs
Quando há carinho, é até divertido descobrir…
abs
Maio 21, 2008 at 10:03 am
Texto muito bacana.
Gostei muito… isso ajuda a entender um pouco do universo feminino.
Maio 21, 2008 at 10:04 am
Muito bom! Agradeça ao cardoso a visita.
Falando no tema pior que isso é garota com noia + namorado sem autoconfiança…
Maio 21, 2008 at 10:08 am
e viva a Dani!!!! transo duuuuuuuuuro!!!!
Maio 21, 2008 at 10:14 am
Olha só, um tratado sobre a virgindade! Hehehehehehehe…
E eu achando que era recordista chegando invicto até os 20 anos, hahahahaha
Maio 21, 2008 at 10:29 am
Cara, eu eu pensando que o recorde que eu tinha visto era 22 anos. Poxa vida, sua amiga superou de longe a Sarah Sheeva (que praticamente se declarou virgem de novo tem quase 10 anos, mesmo ela tendo uma filha… de nome Ranah Sheeva, oi?). E é isso mesmo, eu que já tive a ’sorte’ de encarar essa situação por algumas vezes digo com conhecimento de causa: tem que ter muuuuito paciência. E olha que já rolou exatamente da coisa da calcinha no meio do joelho e puts, desistência… e dores fenomenais nos ovos por algumas horas depois, afinal, animou ele se prepara pra entrar em campo e quando não entra fica meio contrariado e dói…
Aliás, essa idéia de ser lembrado como o primeiro me assusta até hoje. Pelo menos nunca teve aquela questão em que a guria resolveu sair do 0×0 comigo pra depois me forçar a casar ou algo do tipo… era a questão de namoramos, fixos, confiamos um no outro e vai rolar independente do futuro, pelo menos isso foi bacana.
Chega, meu comentário tá digno de um Ponto Pê já, eu hein…rsrs
Maio 21, 2008 at 11:12 am
Cara, vibrei com o texto! Minha vida escaneada ali!
Não conhecia teu blog. Segui a dica deixada pelo Cardoso no Twitter!
Ganhou mais uma leitora! :D
Beijão!
Maio 21, 2008 at 11:17 am
Hahahahahah!! Excelente!!!
Maio 21, 2008 at 11:22 am
Rach, concordo com tudo o que disse, inclusive, passei por fazes de desvirginador cafageste e desvirginador paciente.
Três comentários:
1 – Depois de pensar algum tempo no assunto, entre a paciência e a responsabilidade envolvida ao tirar a virgindade de uma moçoila, sinceramente só se eu estiver totalmente apaixonado pela moça. Tem razão sobre as nóias, os pensamentos, as desistências e tudo mais… mas isso é uma das provas que mulher muitas vezes complica demais um negócio que era pra ser simples, gostoso e divertido. Culpa de quem? Delas próprias ou da cultura familiar que nós temos?
2 – Manual do cafageste (by Tio Elder): Diante de uma situação como essa: diga que ama ela, que morreria por ela, que quer viver o resto da vida junto dela… só não acredite no que vc está falando.
3 – Abre aspas “1 – …
2 – Assim não…
3 – Assim…
4 – Caralhoputaquepariu, dá pra ir mais rápido com essa camisinha?
5 – Amanhã preciso mandar lavar o carro, tá imundo. E ir ao supermercado, não tem mais nada em casa. Será que tinha detergente na lista?” fecha aspas.
Jura que isso é o que passa pela sua cabeça ao longo do sexo hoje?!… Com que tipo de cara vc anda saindo?
Bejos!
Maio 21, 2008 at 11:30 am
Muito bom, especialmente a parte do auto-bullying.
Maio 21, 2008 at 11:49 am
Oi! Conheci o blog hoje. Vim lá do Controle Remoto. Adorei. Li várias coisas e ri demais com a maioria. Parabéns!
Maio 21, 2008 at 12:09 pm
A-d-o-r-e-i! Parabéns para a Dani!!!
Maio 21, 2008 at 1:31 pm
Oi Rachel, amei o texto… mto bom e engraçado.. é a primeira vez que visito seu blog.. e pode ter certeza que sera a primeira de varias rss… gostei mto….
Beijos
PARABENS
Maio 21, 2008 at 2:13 pm
nossa, o pior é que a nóia não acontece só com mulheres, Raquel, escreveu tudo o que eu estava pensando, ótimo post!!!
Maio 21, 2008 at 2:13 pm
Acho que eu fui a única menina que não teve essa nóia… Sei lá porque, enfim, te conto pessoalmente baby! NoB hoje no El Malak às 20h esteja lá hahahaha
Maio 21, 2008 at 2:44 pm
Ow acho que é lenda este post. Porque dizem que Mulher virgem é igual ET, dizem que já viram mas nunca tem prova.
Maio 21, 2008 at 4:45 pm
Texto excelente, e muito engraçado. Gostei! A parte dos tabús sociais é a mais pura verdade… ô povinho preocupado com o que os outros vão pensar, hein?
Maio 21, 2008 at 6:00 pm
FODA!
Maio 21, 2008 at 7:48 pm
Excelente texto!
Vim lah do Controle Remoto esperando pouco coisa mas me surpreeendi com esse baita texto.
Vou amndar minha prima ler, acho que ela vai gostar!
Maio 21, 2008 at 10:01 pm
O que dizer além de: “Desculpa, eu não fazia idéia que era tão difícil para vocês”
Um texto maravilhoso e muito interessante
Parabéns
Maio 21, 2008 at 10:19 pm
muito bom!!! minha primeira vez tbm não foi das melhores. Homem tbm passa por essas, mas tem a “obrigação” de se mostrar seguro, maduro, etc e tal…
Maio 21, 2008 at 10:28 pm
Rachel,
achei super preconceituosa a parte “Este tipinho é o mesmo que logo engravidará e casará com o idiota semeador, para ambos criarem a prole catarrenta e sofrerem as conseqüências da falta de camisinha para o resto da vida. “.
S refere as meninas pobres? Se, sim, fico muito triste com a sua visão de mundo. Esta “maldição” acontece porque elas têm baixa escolaridade e pouco acesso à informação. Realidade que felizmente não faz parte da vida de meninas como a Dani.
Sobre as crianças catarrentas então…
Resposta da Rach: em nenhum momento deste texto falamos de classe social ou nível socioeconômico. Se vc ler o parágrafo com atenção, ‘esse tipinho’, sujeito da oração em questão, se refere a ‘guriazinhas sem mto tutano’, sujeito da oração anterior – meninas bobinhas, que caem em conversa fácil e não usam camisinha (esse, sim, o ponto de maior importância, a meu ver).
Para provar que realmente a camada social não tem NADA A VER com o assunto tratado aqui, complemento com uma oração explicativa, em que caracterizo as mesmas garotas sem tutano como ‘aquelas que cedem no banco traseiro do carro do pai do imbecil’. Oras, gente pobre não tem carro, certo? Se eu estivesse realmente atacando as mulheres de baixo nível econômico, deveria ter escrito alguma outra coisa bem mais condizente.
E crianças catarrentas são aquelas sem cuidado, seja na favela ou no parque do Ibirapuera, enquanto babás uniformizadas gastam seu tempo em SMS de celular ao invés de tomarem conta dos filhos das patroas. Patroas, aliás, que nunca sabem nem quando a petizada fica doente ou o que comem no almoço.
Sinto muito, mas seu comentário está muuuuuuuuuuuuito distante do que escrevi no texto.
Maio 22, 2008 at 1:47 am
Caramba, que texto bárbaro. Descobri seu blog no Twitter e cá estou. Ganhou mais um freqüentador assíduo deste seu espaço. Li pouco, estou morrendo de sono, mas adorei. Já está em meus favoritos. Abração.
Maio 22, 2008 at 8:30 am
Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!
Maio 22, 2008 at 6:17 pm
ótima narrativa. realmente este é um tabu que habita a cabeça da maioria das mulheres, mas não se enganem de muitos homens também. lembro das dúvidas da minha primeira vez e das duvidas dos meus amigos nas suas respectivas. o desafio é grande mas a recompensa não é menor.
Maio 22, 2008 at 7:02 pm
Texto muito bom. :-)
Maio 23, 2008 at 2:22 pm
Texto show! Parabéns.
E parabéns pra Dani também!
Maio 23, 2008 at 3:05 pm
Ué, eu REALMENTE também não consegui ver o suposto preconceito social que o SambadoBrasil colocou. Toda a criança gripada é catarrenta, independente de classe social e atualmente a burrada de ter engravidar cedo e por acidente é comum. A diferença é que no caso das ricas sempre tem aquela asséptica e discreta clínica de aborto e o total silêncio da família sobre o assunto.
Maio 23, 2008 at 4:51 pm
Isso só me fez pensar, lembrar na verdade, como foi mesmo que eu, tranquila, bem resolvida com o próprio corpo, ultra consciente…esperei até…qdo mesmo? 18, 19? caraca, eu tou com 21 e não lembro a data certa.
oO
enfim. eu no caso tava esperando o tal do ‘cara legal’…ainda assim eu desisti um monte de vezes em cima da hora até a tal hora final, quando eu tremia mais que vara verde, aff…mas valeu a pena.
Mto bom o blog, sempre passo aqui e nunca comento, hj resolvi comentar.
Beijos!
Maio 23, 2008 at 11:16 pm
criança catarrenta é meio pleonasmo.
aliás, uma dúvida: o nome da sua amiga é dani mesmo, ou é um pseudônimo?
Maio 24, 2008 at 5:51 pm
haha falou em sexo, bomba de nego comentando…
Maio 24, 2008 at 6:51 pm
Ouvi dizer que o post é sobre sexo e vim ler..heheheh (piada com o comentário anterior).
Olha…se sexo não fosse motivo ne noia, Freud não teria existido.
Vou te falar que eu sou homem, hetero e tive uma vida e uma iniciação na sacanagem o mais tranqila possivel mas jah e relacionei com cada bomba relógio.
E nesse momeento tentar ver todas com compreensão é o unico caminho para n tornar sua noite um verdadeiro HOLOCAUSTO
bj
Maio 25, 2008 at 11:07 am
Querida, que texto ótimo… Amei! Descreve exatamente o que se passa nas nossas cabecinhas complicadas… E fala pra Dani que eu consegu bater o record dela… Estou passando pela exata situação aos 27 anos! Principalmente por falta de alguém de confiança, só tinha alguns ficantezinhos bobos… Whatever.
Maio 25, 2008 at 1:08 pm
[...] Continue lendo » [...]
Maio 25, 2008 at 1:19 pm
Hehehehe perfeito! Exatamente isso!
Adorei seu blog, até adicionei aos meus favoritos!
bj
Maio 25, 2008 at 8:32 pm
Post absolutamente perfeito!
Mesmo qdo a gente acha q ta certissima e tranquila do q quer, nao é tao simples assim.
Beijo!
Maio 26, 2008 at 1:53 pm
Adorei este teu post, porque era justamente isso que comentava com meu namorado minutos antes de ler. Nós mulheres criamos tantas expectativas para esse momento tão simples e tão absurdo.
Levamos anos para poder mudar muitas idéias mal digeridas e aceitar nosso próprio prazer e relacionar-se bem com nosso corpo. Nunca estamos satisfeitas com nada.
Bjs.
Maio 29, 2008 at 2:43 pm
Queen… encontrei alguém com a mesma ‘dificuldade’ que eu!
27 anos e nada de conseguir desencanar com esse lance de virgindade.
E o pior que as nossas nóias acabam contagiando os rapazinhos, que acabam não conseguindo na hora ‘h’.
A propósito, adorei o post. Sensacional!
Virei fã.
Maio 30, 2008 at 11:14 pm
hehehehehhe
Junho 10, 2008 at 12:44 am
[...] inspirado na versão feminina, por Rachel Juraski, companheira de [...]
Agosto 1, 2008 at 4:39 am
[...] Considerações de (sobre) uma ex-virgem Eu prefiro jogar gamão! Everyday I love you less and less Explore posts in the same categories: CARALHOPUTAQPARIU, garotas/garotos, surtos e afins [...]
Agosto 4, 2008 at 9:24 pm
“auto-bullying perverso” foi do caralho…rsss
Agosto 19, 2008 at 6:40 pm
Pois é…Como vc disse essas garotas não são tão incomuns asim(como muitos podem ainda pensar)!
Ariane.esse é o nome da minha amiga que desde alguns poucos dias tmb é uma ex-virgem
Quando tinhamos 12,13 anos, achavamos que ela antes mesmo dos 16 já teria experimentado essas tais de experiências sexuais socialmente obrigatórias.Pois ela atualmente tem apenas 17 anos,mas á muito decidira-se deixar sua virgindade para trás.Namora a 7 meses com um cara que segundo ele aparentemente a ama(ama sim)então decidiu-se.
Sendo virgem é portanto complexo demais explicar ,relatar ou especificar alguns fatos.Mas a realidade é essa tenhu uma amiga EXPERIENCE NENEM!!!!huahuahuahau
Pois eh uma dica pra todas as virgem que pretendem ser em breve ex-virgens:Gritem NENEN!!!!huahuahau
Ajuda!
Setembro 18, 2008 at 3:30 am
[...] no caminho para chegar ao destino Considerações de (sobre) uma ex-virgem Eu prefiro jogar gamão! Explore posts in the same categories: CARALHOPUTAQPARIU, blogs, [...]
Setembro 18, 2008 at 4:25 pm
excelente !!! melhor post sobre virgindade do universo. assino embaixo.
Janeiro 20, 2009 at 3:20 pm
Nossa, adorei o post…
Realmente é assim que pensamos na hora H.
É triste pra quem não tem ninguém pra dividir essas duvidas antes da primeira vez.
Foi o meu caso, minhas amigas nunca tinham passado por isso, e emus pais não podiam nem onhar com a idéia, ams no final deu tudo certo…
Boa sorte aê pra Dani, relmente ela venceu uma copetição travada entre si mesma.
bjssss
Adoro este blog
Março 5, 2009 at 5:37 pm
Muito bom o seu blog, o seu texto e o seu jeito de escrever.
É exatamente o que falou, pensamos em mil e uma coisas ao mesmo tempo e isso é ruim na maioria das vezes…
Voltarei mais vezes…
Parabéns pelo post.
Abril 21, 2009 at 5:02 pm
Rach, querida!
Yupii!
É, foi, consegui! Amém Jesus que essa nóia foi embora! E entrei oficialmente pro time da ex-virgens! Hehehehe :) :P Parabéns pra mim!!!
Na verdade, bem dizendo, entrei pro time das que ganharam uma ótima parte da vida, cheia de diversão, intimidade, prazer e cositas más…. Hmmmm bommmm…
Fiz questão de voltar aqui e contar, pois ler o que você e as outras escreveram ajudou muito nesse processo de “desencanamento”.
Foi ótimo, mas meu, como dói!!! Ardeu e doeu horrores… Foi assim com vocês também? Percebi que se a gente não estiver mooooooito excitada, mas moooito mesmo , parece que vai pegar fogo… e vc localiza exatamente onde está o útero, porque dóooooooi!! Oh my god!!
Nas outras vezes, como já fui pegando a prática, parou de doer e começou a ficar gostosinho…
Tou amando a nova fase, e descobrindo cada vez mais cositas com o respectivo, que é um doce, sabe ser másculo e tem “A” pegada ao mesmo tempo. Sei que tudo só tende a ficar melhor.
Um beijo muuuuito grande!
P.S. Karol, darling, vai que vale a pena, viu? Beijo!
Maio 19, 2009 at 2:13 am
Texto FANTÁSTICO!!! Vc tá de parabéns!
indiquei pra muita gente…. :P
Maio 22, 2009 at 4:42 pm
Nossa, como as mulheres são complicadas…
Por isso que eu sou meio anti-virgem. Só amando (ou querendo muito comer) pra ter paciência. Só tirei a virigindade de uma menina até hoje, e pretendo não tirar de mais nenhuma. Só de saber que a mina é virgem eu já brocho!!!
Bom mesmo são as de 30: sabem fazer tudo, fazem tudo, são insaciáveis e safadeeeeeeenhas!!!
Parabéns pelo post!
PS: Desculpe se pareci machista, mas apenas fui sincero! ;)
Maio 24, 2009 at 8:44 pm
amei o texto…eh a pura verdadem, tenho 23 anos
e toto passando por isso,
eu quero mas na hora “H” vem tantas
coisas na kbça e haja paciencia(da
parte deles) mas espero superar essas
noias…
bjusss
Maio 26, 2009 at 3:01 pm
É quase impossível, mas você conseguiu: traduziu os pensamentos/sentimentos femininos em palavras. Parabéns!!
“Caralhoputaquepariu, dá pra ir mais rápido com essa camisinha?” foi o máximo!
Junho 30, 2009 at 9:46 pm
[...] Considerações de (sobre) uma ex-virgem [...]
Julho 3, 2009 at 11:37 pm
A minha 1ª vez foi com 28 anos. Eu tinha todas essas nóias…mas um dia me deu um clique e eu falei: vou ficar segurando isso para que, para quem? E qdo surgiu a oportunidade, ao invés d dizer nao,como já estava tao acostumada,me perguntei: por que nao?Foi uma das decisões mais acertadas da minha vida.