Top 5 estupidez life style
Esse meme vi no blog da queridíssima Lara já faz algum tempo e não pude deixar de seguir. Não só por ser lista, não só por ser sobre festas e viagens, mas por ser de situações em que eu me dou MUITO MAL. Para variar.
Estupidez life style é aquela característica indelével de gente como eu: tu tem a impressão de que aquele evento vai ser roubada, todos os teus amigos avisam que a balada é programa de índio, teu cachorro fareja problema com aquele cara, chove durante a semana véspera daquele camping e, mesmo assim, você vai.
Vai e se fode, lógico.
Pior: você NÃO aprende com as experiências anteriores! É como os ratinhos de laboratório com problemas de memória que ficam tomando choque por passar sempre pelos fios desencapados do labirinto. Os retardadinhos não têm culpa!! É falta de conexão neural eficiente, porra!
No meu caso específico, minha mãe passou toda a minha infância dizendo que eu não presto atenção nas coisas. E ela tava certa - tão certa quanto meu pai, que sempre disse que não sou pontual e faço malas imensas e cheias de coisas desnecessárias quando vou viajar. E me digam, eu aprendi? Eu aprendo com essas merdas? Não, é ÓBVIO que não. E a lista é a comprovação de que eu NÃO aprendo nunca, desencana. Para a felicidade de vocês.
5 - Häagen Dazs Mix Music
Situação: teoricamente, uma festa promovida pela marca dos sorvetes, com um monte de gente legal da cena eletrônica nacional e internacional, num lugar super legal e open bar completo – inclusive dos sorvetes.
Complicação: não custava barato. Ia ter vodca, uísque e sorvetes a rodo, mas repito que o preço dos convites não era nada democrático.
A grande merda: já na fila da balada percebi que tinha coisa errada – e não da maneira engraçada deste blog. Meninas com vestido de oncinha meio vulgares, caras de camiseta regata e correntes estilo ‘pitboy’; a coisa toda tava dando pinta de baile funk, mas como já tava lá, de convite comprado, vambora. Para resumir a ópera, só vi sorvete de manga com maracujá e aquele rançoso de chocolate; parecia pote com prazo de validade vencendo que eles queriam se desfazer. O sistema de som fodeu em 15 minutos e o chão do lugar ficou alagado com duas horas de festa. O que era para ser uma balada bacana virou um ajuntamento de gente nada a ver com sorvete de chocolate manchando a roupa. E no fim rolaram mesmo uns funks medonhos.
4 - Casamento da Tatianna em Campo Grande
Situação: primeiro casamento entre os netos da minha avó materna. Tooooda a família se reunindo em Campão para cerimônia religiosa e festa after.
Complicação: Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, fica à esquerda da puta que pariu, passando a casa do caralho. Ou, para pessoas que amam medir quilometragem, a 1100km de São Carlos, onde eu estava. Além disso, meu cérebro de amêndoa achou que ia ser legal alugar um carro imenso e sair pegando tio, primo, irmã, pai, mãe e vó pelo caminho. Para irmos todos juntos. No mesmo carro. Os 1100 km. Ideiazinha do demo, hein, fala a verdade?
A grande merda: UM ÚNICO final de semana para ir até Campão e voltar. Com o carro cheio de gente e fazendo um calor de 156° C à sombra, é óbvio que o ar condicionado não agüentava a demanda. É óbvio que a gente conseguiu brigar a viagem inteira. É óbvio que passamos muito mais tempo na estrada que no casamento e na festa. É óbvio que me recusei a pegar o buquê da noiva e meus primos ficaram me atormentando por isso. É tanta obviedade que eu me impressiono de um dia ter achado que ia ser legal.
3 - Churrasco ’Três anos de formados’
Situação: churrasco da antiga turma da faculdade, para comemorarmos os três anos da festa de formatura.
Complicação: eu tinha 21 anos quando me formei. E logo depois mudei de cidade e comecei a fazer outras coisas, ter outra vida, e meio que perdi o contato com aquela galera. Até porque eles continuaram fazendo exatamente o que faziam durante a graduação - e eu tenho ojeriza de gente que pára no tempo.
A grande merda: se durante a faculdade eu já não tinha muito a ver com o resto da classe, depois que tudo terminou e me mandei as diferenças se tornaram extremas. Para piorar, compareceu ao churrasco só aquela parte da turma com quem me relacionava por mera educação (para não dizer ‘obrigação’). Fiquei duas horinhas me esforçando para ser sociável e me arrependi amargamente de ter botado o pé para fora de casa naquele dia.
2 - O carnaval em Bonito, MS
Situação: me empolguei com a conversa dos meus primos sobre o carnaval em Bonito, no Mato Grosso do Sul. Segundo eles, era suuper bacana, cheio de festas em baladas incríveis, a cidade ficava lotada de gente bonita. Além disso, nem ficava tão caro e eles já tinham até reserva em hotel.
Complicação: Essas informações acima eram as únicas que eu tinha sobre o carnaval de Bonito. E Bonito fica um pouco depois de Campo Grande – isto é, bem além da puta que pariu e a milhas de distância da casa do caralho. Quando Judas perdeu as botas, ele estava na metade do caminho entre Ribeirão Preto e Bonito.
A grande merda: saimos uma amiga e eu de Ribeirão numa segunda-feira, de ônibus. Lá pela sexta, chegamos a Campo Grande. Aí, encontramos minha prima e uma colega dela e fomos de carro para Bonito. Uns três dias depois conseguimos chegar. Se tivéssemos viajado na velocidade da luz, teríamos gasto uns quatro anos-luz, apenas. Mas fomos de busão e minha expectativa de vida se reduziu em um terço, mais ou menos.
O chuveiro do hotel estourou já no primeiro banho e a água nunca mais foi quente; com muito esforço, conseguíamos água morna. O tempo virou no segundo dia e os shorts e saias não saíram da mala. Era tudo MASTER caro e as baladas foram péssimas. Nunca senti tanta saudade de axé e marchinha de carnaval como nesse ano. Ah, e sabe a parte da história em que teria gente bonita? Nesse ano as gentes bonitas resolveram se mandar para Saturno, só pode ser, porque não sobrou nem rastro de pessoas apetecíveis e terminei a viagem com saldo zero.
1 - Oito dias em Floripa fora de temporada
Situação: no último ano da faculdade, fui com três amigas para Florianópolis, a pretexto de participar de um congresso de Genética. O evento durava três dias e nós ficamos por oito – e nem aparecemos no congresso, é claro.
Complicação: Floripa fora de temporada é uma cidade como outra qualquer, com dois agravantes: só tem menina LINDA, musas mesmo, e tudo é muito, mas muuuuuuuito longe.
A grande merda: só pegamos baladas miadas, que ou estavam vazias (teve uma que, contando conosco, havia 11 pessoas na pista – e acho que dois eram funcionários do local), ou tinham tal concentração de garotas absurdamente maravilhosas que saíamos do lugar deprimidas. Só rolou tempo frio e dia nublado. Gastamos um horror com táxi e aluguel de carro e não pegamos ninguém em oito dias. Voltei para Ribeirão tão branca quanto tinha ido, mais pobre e amaldiçoando toda catarinense do universo.
E me diz se eu aprendi algo com tudo isso? É lógico que não.
Tags: balada miada, estupidez life style, festa errada, häagen dazs mix music
You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.
Novembro 19, 2008 at 8:25 pm
olá, tudo bom? cheguei aqui graças ao google reader e agradeço até hoje. tenho lido sempre aos seus posts (aliás, ótimos). o curioso é que me vejo nas tuas histórias e até na forma de escrever. se eu fosse postar sobre as minhas histórias que deram errado, acho que poderia montar um blog e contar uma roubada por dia!! o bom é que pelo menos a gente tem história pra contar… e rir também.
beijos.
Novembro 19, 2008 at 9:31 pm
Rachel não acredito que você teve a idééia de juntar toda a sua familia, por no mesmo carro e vim aqui pra Campão.. ta loca? hoooras de viajem e uma estrada que não acaba nunca! maas aposto que conhecer minha cidade linda e maravilhosa valeu a pena! haha
E qnt ao carnaval e bonito já foi bom.. mais de uns tempos pra ca realmente a coisa ficou feia! E eu tinha esse mesmo problema que vc.. de programas de índio, baladas miadas e idéias que vc se arrepende amargamente de ter tido, ou melhor, de ter colocado em prática.. maaas por sorte essa fase passo! :P
Adoro seu blog rachel! Parabéns!
Beijos
Novembro 19, 2008 at 9:51 pm
hehehe, ótimo! como é bom ler as roubadas dos outros (pode me mandar praquele lugar, mas vou demorar pra parar de rir do seu top five)
Essa viagem sua pra Campo Grande me lembrou uma viagem pra Maraú, na Bahia, saindo aqui de Sampa, só 2000km num carrinho 1.0, mais uma travessia de barco de uma hora, pra chegar no paraíso e descobrir que a pousada era a maior merda possível (e ficamos em 6 pessoas no quarto), tinhamos uma chatonilda na turma (descobrimos isso só lá). Até barata tinha no nosso quarto, e o colchão era mais fino que mussarela cortada bem fininha. hehehehe. Isso sem falar na nossa ceia (será que poderia chamar aquilo de ceia?) de Reveillon, e o antão aqui que conseguiu perder a chave do quarto (claro que a dona da pousada não tinha reserva, e na cidade não tinha chaveiro) em pleno amanhecer do Ano Novo.
Mas pelo menos o lugar é maravilhoso, e compensou tudo de merda que aconteceu.
Novembro 19, 2008 at 9:54 pm
hahahaha, animal a parte de campo grande do caralho a4.
Novembro 20, 2008 at 12:10 am
Da próxima vez que vir pra Floripa me avisa, com um “guia” fica muito melhor :) e mesmo fora de temporada tem muita balada boa aqui e não são assim tão longe, eu saio o ano inteiro, mas claro que sempre há “furadas”. E realmente tem muita mulher bonita, situação bem diferente a que experimentei mês passado ao ir no Lavrasfolia & Inter Jurídico/Odonto, em MG. Mas a vida é assim, o importante é levar tudo pro lado bom =P beijomeliga.
Novembro 20, 2008 at 12:18 am
Eu sempre digo o seguinte: O IMPORTANTE É TER HISTÓRIAS PRA CONTAR.
Novembro 20, 2008 at 1:37 am
KKKKKKKKKKKkkkk muitoooo bom… isso acontece com todo mundo…. eu sou campeao nisso… pra vc ter uma ideia… eu nunca me contento com um fora apenas… acho q eh sempre charminho da garota… e ai tomo pelo menos uma meia duzia… ateh ela perder a postura e me mandar pra pqp…. tenho problemas em ser rejeitado
Eu acho isso mto engracado por isso q adoro aquele programa CILADA!!! Jah assistiu? (FAZ FAVOR DE RESPONDER, VOLTAREI PARA CONFERIR A RESPOSTA!)
kkkkk
Resposta da Rach: ahahaha nunca vi, só as chamadas… parece… bom. O problema é que geralmente acabo preferindo os enlatados gringos :P
Novembro 20, 2008 at 9:23 am
A parte da carona foi hilária!!
Eu mal mal dou carona pra minha mae.. e de no maximo 15km..
Imagine pra familia toda por 1100km??
tá loco!!
a proxima vez q tiver algum evento como esses, poste no blog e alguem vai te lembrar disso vao tentar te impedir de fazer uma merda e talvez, eu disse talvez, vc aprenda uhauhauhau
bjs
Novembro 20, 2008 at 11:14 am
Nossa… Rolou uma identificação… principalmente no churrasco de formados que nunca presta e eu já fui em dois: o de 5 e de 10 anos de formado.
Novembro 20, 2008 at 11:17 am
iuaheiuahe ow ri d+ do saldo zero no carnaval!!! uaheuhae
Novembro 20, 2008 at 11:18 am
Siga a dica do nosso amigo Rafael Abreu aí em cima, assista “Cilada”. De preferência o episódio do churrasco.
de resto, acho que dá pra entender como eu me sinto em relaçao a floripa né? adoro a cidade, mas no inverno, a passeio, ela é impraticável: frio constante, tudo longe, nada aberto de madruga, baladas miadésimas, praia vazia.
da mesma forma que é impraticável no verão: trânsito caótico, fila pra tudo em todo lugar, preços moscovitas…
paradoxal meu sentimento? não, imagina…
outra sobre floripa, é que no inverno é óbvio que você não pegou nada. a piazada de lá é devagar-quase-parando, e as gurias se salvam com os curitibocas. como não tem muito curitiboca rondando a cidade no meio da semana, no inverno…
inté!
Novembro 20, 2008 at 1:29 pm
Pena que você tenha más impressões de campo grande =\
Mas é assim mesmo, também tenho meus programas de índio aqui!
E da próxima vez que vier pra campão, avisa no blog que agente faz uma festinha pra você!
=*
Novembro 20, 2008 at 5:46 pm
concordo com o Vinícius aí, quando vier até campão nos avise
e quando for pra 3lagoas avisa também
nao garanto, mas tento axar algo bom para se fazer
bjos
Novembro 20, 2008 at 5:55 pm
Há furadas e furadas.
A do casamento não parece que tinha muito como fugir, embora você tenha maximizado a situação.
Agora Carnaval em Bonito foi brabo… Tanto lugar legal para você passar carnaval no Brasil e você se mete nessa roubada.
Mas fique tranquila, todo mundo entra em roubadas.
Novembro 20, 2008 at 7:58 pm
Não amaldiçoe nós catarinenses.
O grande problema foi ter ido pra Floripa, lá só tem viadinho metido a carioca. ;D
E passa lá no meu blog: http://muitapimenta.com
Novembro 20, 2008 at 8:57 pm
HUAHUAHUAHUHUAAHUHUAHUAHUAHUAUHAHUAHUAHU
Meu, que triste (e hilário de contar ._. ).
Já passei por coisas assim, e sempre me deprimo perto de garotas lindas demais. u_u
Novembro 20, 2008 at 10:04 pm
Adoro o jeito que vc conta as coisas, faz parecer muito divertido, mas sei que não foi, roudadas assim todo mundo já teve,é é um saco. Ô arrependimento!!
e vc tem razão as vezes as coisas estão na nossa cara que não vão acabar bem, mas mesmo assim vamos, achando que vai ser tudo difrente.
Novembro 20, 2008 at 10:54 pm
A comunidade do Orkut: ‘eu só me fodo-BR’ foi feita pra VOCÊ !
cééus morri de rir =D
como a desgraça alheia pode ser engraçada caara.. rs
adoro frio mas passo loooooonge de Floripa e adjacências!
parece mais um concurso de miss 24 horas ¬¬ cré.do
mas você aprendeu algo, não ir a Floripa! =)
e espero que tenha aprendido mais também né…
Novembro 21, 2008 at 12:07 pm
Hahaha. Eu moro em Campo Grande – MS e posso te garantir que não só Bonito ou Campo Grande, mas qualquer lugar desta merda de estado e sempre uma garantia de ser uma perda de tempo, seja cultural, financeira, climática ou qualquer outra coisa que possa chamar atenção neste lugar. Se receber um convite para vir aqui, NÃO VENHA. A não ser que o desespero seja insuportável ou sua vida dependa disso.
Verdade sobre Campo Grande
A cada 10 campograndenses, 1 é nativo, 1 é japonês, 1 é libanês, 1 é paraguaio,1 é gaúcho, 1 é paulista, 1 é mineiro, 1 é goiano, 1 é paranaense e 1 é nelore! Censo do IBGE sobre Campo Grande
Campo Grande
Campo Grande é uma grande fazenda disfarçada de cidade, localizada bem no meião de Mato Grosso do Sul. Nada acontece em Campo Grande. A pessoa vai pra lá pra terminar a vida e morrer, enfim, de tédio. Dizem que há coisas piores, como ir pra Cuiabá e morrer queimado. Campo Grande também é conhecida como Cidade Morena, não porque lá existem as morenas mais bonitas do Brasil (lá só tem gente bonita branquela, cruza dos sulistas com paulistas, as morenas de lá são paraguaias) e sim, porque a terra de lá é um barro vermelho. Moram ali quase 800 mil fazendeiros que trabalham no comércio vendendo bois e cavalos. No turismo, o maior destaque vai para o fato da capital estar perto do Pantanal, fato explícito na entrada da cidade, aonde está colocada a placa, ou melhor, a brilhante sacada de marketing: ‘Motorista, dirigir à noite é perigoso, hospede-se em Campo Grande’. Afinal, não há nada de tão interessante que faça alguém sair de sua cidade para vir pra cá. Existe uma severa lei na zona urbana campo-grandense: todos são obrigados, domingo à tarde, a tomar tereré (um chimarrão gelado) nos altos da Avenida Afonso Pena(Ponto conhecido como Bobódromo). É possível encontrar pessoas que não sejam agroboys nem patycows pela cidade, mas esses correspondem a parcela de 00000,1% da população e são considerados, emos, nerds, patys comuns, malucos ou turistas.Campo Grande possui tanta mangueira que quase foi denominada capital das mangas. Essa árvore, dizem, foi trazida pelos goianos que adoram manga, porque parece pequi mas não têm espinho.
O dicionário monstrélio classifica assim: ‘Campograndense.adj’
1.provavelmente habitante de Campo Grande.
2.cruzamento de bois, vacas e pessoas.
3.caipira misturado com gaúcho e paulista.
4.ser nascido em Campo Grande que sonha ser paulista ou qualquer outra coisa.’
Clima
Ao contrário do resto do mundo, o clima de Campo Grande não depende diretamente de massas de ar, umidade ou qualquer fenômeno meteorológico. A única maneira de se ter certeza que choverá em Campo Grande depende das opções de entretenimento disponíveis. Por exemplo, quando Ivete Sangalo, Daniel ou Tradição se apresentam, chove.
Sistema de trânsito
O trânsito de Campo Grande é facilmente reconhecido por algumas características marcantes que são explicadas pela admiração dos campograndenses pelos belíssimos engarrafamentos paulistanos. Os semáforos da capital são cronometrados para que não se possa andar mais de uma quadra por vez, por mais que se corra ou espere. Além disso, cada vez que o semáforo abre, o campograndense apenas movimenta seu carro após cerca de 20 segundos ou após uma leve buzinada de um raro motorista atento atrás dele. Todos colaboram com um dirigir maravilhosamente lento – principalmente nas faixas da esquerda – sem permitir a ultrapassagem. É importante ressaltar que em Campo Grande o Código Nacional de Trânsito só vigora quando o tempo está bom, pois ao menor sinal de chuva, fica a critério do condutor do veículo obedecer ou não as leis de trânsito, havendo uma enxurrada de estacionamentos em fila dupla ou sobre calçadas. Como peão que é peão (gay enrustido por sinal) acham que qualquer luz piscante é uma grande viadagem assumida, ninguém sinaliza antes de efetuar uma curva. Como se não bastasse, é praticamente impossível se localizar em Campo Grande fora das avenidas principais devido a existência de ruas sem nome, casas sem número, etc. Só é possível descobrir o seu posicionamento através do sistema de GPS (Guias, Porteiros e Senhoras). Os passes de ônibus estão entre os mais caros do Brasil, fato explicado pela grande quantidade de marias-gasolinas que chegam nos postos e pedem para colocar 10 reais no carro e 50 reais na goela. Status no trânsito, para ser reconhecido e respeitado no trânsito de Campo Grande, o motorista deve conduzir pelos altos da avenida Afonso Pena no estilo ‘braço-esticado-ai-eu- não-alcanço-o-pedal’ com uma caminhonete ou pickup carregando uma moto, barco ou jetsky na carroceria.
Comércio
Campo Grande pode ser definida como a capital mundial das farmácias, já que a cada esquina há uma – algumas vezes, mais de uma. O crescimento do mercado de farmácias foi tão grande na década de 90, que engoliu padarias, mercearias e bicicletarias, cujas funções foram absorvidas pelas farmácias. Dificilmente você encontrará o medicamento que procura à pronta entrega, pois a loja está voltada para a venda de salgadinhos, produtos de higiene pessoal, refrigerantes, tubaína e paçoca. Sem nos esquecermos de que também dá pra ganhar dinheiro emitindo notas frias para o Governo Estadual.
Opções de lazer
Ver parentes, amigos e conhecidos sendo presos nas operações ‘Xeque-Mate’, ‘Sucuri’, …
Ir pra avenida Afonso Pena todo domingo de carro, ver as brigas dos maloqueiros…
Ir nos parques e ficar olhando os bichos;
Tomar tereré olhando para a cara dos outros;
Fazer um ‘xurras’;
Fazer uma violada no quintal de casa;
Tentar fazer amizades (apenas tentar, pois conseguir é quase impossível);
Ir a expogrande;
Ouvir sertanejo (e talvez pagode);
Andar nos ônibus articulados (presente dos curitibanos);
Pegar dengue
Ir ao shopping Campo Grande e dar a volta nele nos dois andares treze vezes em duas horas;
Sentir muito frio e/ou muito calor, no mesmo dia;
Colocar três ou quatro amigos na caminhonete que você ganhou do seu pai e ir fazer moral com as ‘guria’ em postos de gasolina ao som de uma música sertaneja (ou o funk carioca) em volume máximo.
Vida Noturna
O campograndense é um povo que gosta de novidades, portanto a vida noturna da cidade nunca se estabeleceu de fato. Os bares têm uma atividade limitada a poucos meses, pois após a animação inicial com a inauguração,as pessoas desaparecem e voltam à tomar tereré na frente de casa, portanto todos os bares da cidade fecham alguns dias para passar por reformas periódicas, anunciando ‘grandes novidades’ que em geral se resumem a uma nova cor da parede; algo que surpreendentemente reatrai o público. Freqüentemente acontece de dois estabelecimentos passarem por reformas ao mesmo tempo, o que divide a opinião popular que não gosta da idéia de ter que decidir onde ir. Percebendo isso os donos dos bares assinaram o Tratado de Tordesilhas, que diz que ‘nenhum bar deve estar a mais de 50m do outro’, pois assim podem dividir o mesmo público, que pode comprar um Chopp no Santo Mé, uma porção de fritas no Péssimus, enquanto utiliza o banheiro do Café Mostarda. É raro ver um bar cheio após a 1:00, o que talvez seja o legado das gerações passadas que dormiam e acordavam com os galos, por isso há também opções para quem quer dormir com as galinhas, como a Boate Enigma e o Marisa’s
Como identificar um campo-grandense
Como você sabe que é um campo-grandense? Não é só pela certidão de nascimento não!
Você ouve seus amigos dizerem: ‘Morena dos dente aberto, vai no pagode que o baruio é certo!’
Come Big Mac por status, mas não resiste a um x-tudo dos carrinhos da Afonso Pena no fim da balada.
Vai pro Comper Jardim dos Estados beber no estacionamento depois da balada. Ou durante a balada.
Nas férias de inverno, vai pra fazenda.
Nas férias de verão, vai pra fazenda.
Diz que São Paulo é poluída demais, mas quando anda no centro, joga lixo no chão. E vive reclamando que o centro da cidade é muito sujo.
Você percebe que tem cocô de capivara no seu sapato, depois que você volta da Universidade Federal.
É capaz de passar um dia inteiro tomando tereré se os amigos quiserem. E a noite inteira também.
Você se enquadra em alguma dessas classificações: boy, agroboy, fazendeiro, nerd, ou maluco.
Diz ‘vou no Macalé’ sem ter a mínima idéia se vai realmente lá.
Sai a 1 da manhã do sábado de casa e ainda não escolheu em qual balada vai. E quando escolhe alguma, não tem mais ninguém lá.
Faz happy-hour pra encher a cara.
Leva ½ hora para dar a volta de carro no seu quarteirão (tem que parar pra tomar tereré em todas as casas).
E, como não podia deixar de ser, acha a sua cidade a mais linda, a que tem as ruas mais largas, mas também acha que está ficando muito violenta, que o trânsito é um inferno, que vai morar em outra cidade. Mas não consegue sair daqui.
Você sabe o que é um sobá.
Aliás, você termina suas baladas de sábado na feira.
O maior point da sua turma é um posto de gasolina.
Os bares da cidade são inagurados e fechados num intervalo de tempo de 3 meses, em média.
Jura que o melhor cachorro-quente é o dógão do tiozinho da Av. Mato Grosso, perto do Dom Bosco.
E na quarta-feira faz aquele programa básico de pobre: meia-entrada no Cinemark e Batata recheada de frango por 5,50.
Sua mãe acorda cedo no domingo e dirige até o centro, pra ver se saiu em algum jornal distribuído gratuitamente na Afonso Pena.
Você fala que não gosta de ir ao shopping, que a cidade não precisa de um shopping novo, mas no fundo no fundo tá doidinho pra que se inaugure um novo shopping.
Qualquer dor de cabeça ou mal estar que você tenha, independente dos exames médicos, necessariamente pra você será dengue. Ou qualquer tosse ou gripe que você tenha é ‘virose’. E não só você tem, mas a cidade inteira tem.
Campo-grandense gosta de provocar os cuiabanos. Mesmo sem necessidade nenhuma disso.
Sem perceber, diz a palavra ‘relaxismo’, mesmo sabendo que está errado, de tanto ouvir outros campo-grandenses fazerem o mesmo.
Quando sai notícia de Campo Grande na mídia Nacional, fica todo animado. Daí respira fundo, conta até dez e faz pose blasè: ‘Cidade de merda. Nem pra aparecer no jornal com noticia boa!’.
Se emociona quando descobre que vão construir o 1° Wal-Mart na cidade.
Você sabe que chipa não leva fermento.
Tem o ‘hábito’ de jogar lixo e papel no chão quando está dirigindo, e se acha muito asseado e civilizado.
Você possui dois ou mais itens da indumenária típica de um Campo Grandense (bota, calça jeans, cinto com fivela frigideira, camiseta polo listrada, chapéu ou boné de fivelinha.
Fica doido pra comprar whisky na epoca da exposição.
Diz que nunca vai haver um bar igual ao Stones Blues Bar em Campo Grande.
Você é capaz de atravessar a cidade para comer um cachorro quente no Denny
Você diz que não existe lanche maior que o lanche do Zé do Verdão.
Detalhe: Sou português e não me encaixo em nenhumas dessas categorias, mas a recomendação para não vir aqui, é válida.
Novembro 21, 2008 at 6:56 pm
Como nós, leitores, adoramos situações em que vc se dá mal resolveu nos dar esse prato cheio de boas risadas heheh.
Tá ótimo
Novembro 21, 2008 at 8:05 pm
Me divirto com suas histórias!! Simplesmente fantásticas!
Bjo
Novembro 22, 2008 at 2:48 pm
hahahahahahaha! A melhor é a do casamento. Como assim lotar um carro e seguir para o planalto central?? Idéia ruim virada no sarapó!
Morri de rir! Bjoooos e me chama pra próxima furada, ok?
Novembro 22, 2008 at 4:50 pm
Ola!
Adorei seu modo de escrever! Muito legal, mesmo!
Agora sobre seu post, concordo perfeitamente, não adianta ninguem falar para nós que temos que aprender algo com isso, vamos continuar batendo a cabeça até aprendermos por nós mesmos, mais cedo ou mais tarde, não é?
Bjo
Novembro 22, 2008 at 5:12 pm
Anos-luz é medida de distância e não de tempo.
Novembro 22, 2008 at 10:36 pm
Olaa pessoa!
Simplesmente A>D>O>R>E>I seu blog.
Posso te zuar um pouco??
Tah, COMO VC PODE TER A INFELIZ IDEIA DE JUNTAR SUA FAMILIA PARA VIAJAR…? =0 tUDO NO MESMO CARROO?
.deculpe mas é estupidees ><”
Um beeeijo da sua mais nova leitoraa.
Maaaria Gabrii!
Novembro 23, 2008 at 7:05 pm
Rachel muito engraçado mas tem uma pequena inconsistência:
“Se tivéssemos viajado na velocidade da luz, teríamos gasto uns quatro anos-luz, apenas. Mas fomos de busão e minha expectativa de vida se reduziu em um terço, mais ou menos.”
O correto seria “teríamos gasto uns quatro anos” já que anos-luz é unidade de DISTÂNCIA e não de TEMPO.
Desculpe, a minha porção nerd não resistiu…
:o)
Beijos
Novembro 23, 2008 at 9:36 pm
Rach!
Mas q q vc estava pensando ? “Churras” da 38 NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!
Novembro 24, 2008 at 1:41 pm
Rach,
Muito bom! Vejo que preciso me manter longe das suas baladas.
Aliás, ainda bem que não fui na balada da Haagen Dasz. Algo cheirava mal. kkkkkkkkkkkkkkk
Bejo
Novembro 24, 2008 at 4:10 pm
Ótemos Post como sempre!!!!
Bjs
Novembro 25, 2008 at 6:34 pm
Casamentos (inclua-se aí bodas e similares), carnaval e viagem em feriados estão em qualquer lista de roubadas que eu fizer.
Meu lema: enquanto tiver bambú, tem flecha.
Nada como o instinto pra evitar tanta felicidade, né?
E cuidado: o natal tá chegando.
(ótimos textos, babe)
Novembro 26, 2008 at 11:43 am
[...] meme vi no blog http://eugostodeumacoisaerrada.wordpress.com/2008/11/19/top-5-estupidez-life-style/, achei barbaro. São situações em que eu me acho todos tem uma história para [...]
Novembro 27, 2008 at 2:16 pm
Fuckin brilliant =)
Teus textos são ótimos. Talvez por que você escreva muito bem ou talvez por que você, como eu, se fode mas se diverte.
Keep it up!
Ps: Ano-luz é medida de distância e não de tempo =) (tá, tou sendo chato pra kct).
Novembro 28, 2008 at 3:29 am
Por que a galera do interior de SC morre de inveja de floripa, Rocky? Um dia você chega lá amigo. E acho que você interpretou mal, ela escreveu: “…amaldiçoando toda catarinense…”, ou seja, só as mulheres, por serem lindas.
E Fernando hahaha só rindo do seu comentário tosco³², nada a declarar.
Só quem vive (eu disse: VIVE! E não: MORA) em Floripa sabe a maravilha que é! :)
E Rachel, volte a Floripa para tirarmos essa impressão ruim que você levou ;)
Novembro 28, 2008 at 11:49 am
hahahahah campo grande sempre no top 5 derrota de viagens alheias!!!
Dezembro 4, 2008 at 8:23 pm
Rachel… adorei suas histórias… mas posso te garantir uma coisa: Campo Grande não é tão ruim assim… vc só não deu sorte de encontrar com as pessoas certas qdo esteve aqui!!!! rss…
Dezembro 15, 2008 at 4:38 am
todo mundo cai em roubada, o problema é a frequência, eu tenho um txt arquivado com minha milhagem no Funai Platinum Black. Programa de Indio repetido é quase atestado de burrice. Adorei o blog.
Dezembro 15, 2008 at 6:01 pm
[...] E assim eu voltei para São Paulo na ponte aérea, ouvindo aquele papinho furado ridículo de executivo com cara de tarado. E se não fosse pelo cenário lindíssimo e a marquinha de biquíni que eu ganhei ao final do dia, teria sido mais um item para o top 5 Estupidez Life Style. [...]
Janeiro 29, 2009 at 6:03 am
Hum… então Floripa é cheia de mulheres bonitas fora de temporada? Assim deve ficar masi fácil… E elas são muito altas? Pq eu só tenho 1.73m…