Uma pedra de manteiga derretida
Sabe, eu não sou lá muito boa em relacionamentos. Primeiro, porque as pessoas são muito diferentes umas das outras e, por isso, mesmo que eu tenha conhecido e aprendido a lidar com os mais diversos tipos de caras por ae, eu nunca saberia lidar com todos eles. Homens são seres simples – até um deles ser o seu homem. Daí, sim, fica tudo uma complicação sem pé nem cabeça.
Segundo, porque minha experiência com relacionamentos é limitadíssima. Para mim, estes dois primeiros meses foram como jogar um jogo em que as regras só vão se desenrolando conforme você movimenta as peças. Não tem manual para ler antes; não tem ninguém para dar umas dicas; é só tu, tua cara e alguma coragem, tateando o terreno. Não dá para saber qual a melhor estratégia antes de realmente usá-la. É lógico que o bom-senso prevalece: não pode manipular os dados, nem avançar casas, nem pular a vez do coleguinha. Mas de resto é como jogar xadrez no escuro. Usando luvas.
Nessas voltas pelo tabuleiro, eu, que estou longe de ser tradicionalmente romântica, tive que aprender a conter algumas brincadeiras imbecis que me escapolem da boca nos momentos mais inoportunos, a controlar minhas caras de desdém e indiferença e a verbalizar e expor todos aqueles sentimentos que, por anos a fio, tinha trancado nalgum canto escondido e empoeirado.
Não foi fácil e ainda não é. Às vezes me flagro usando um daqueles lemas dos Alcoólicos Anônimos: só preciso passar por este dia, só este dia. Porque é um esforço diário mudar um parâmetro que está com você há anos e anos e que lhe fazia muito mal, sem você perceber.
É óbvio, entretanto, que não pretendo me transformar na nova Miss Simpatia do pedaço. Consegui fisgar o Estrupício Mor por ser quem sou: cínica, ácida e anti-meiguices. E mudar totalmente o meu jeito de ser não está no cardápio de opções. Nem se fosse para fazê-lo o cara mais feliz do mundo eu assistiria um jogo na arquibancada do São Paulo; esse tipo de estupro à minha moral e ética não tem a mínima chance de acontecer. Mesmo porque eu escolho bem e ele é Mengão =D
Eu podia terminar esse texto dizendo que tudo isso tem sido um tremendo pé no saco e que estou a ponto de mandar meu namoro às favas. Mas, apesar dos tropeços no percurso, é tudo formidavelmente incrível. E não pretendo voltar à minha antiga vida de solteira tão cedo.
O que também não significa que as Coisas Erradas acabaram ;)

Março 18, 2009 at 2:45 am
Sem mais para o momento:
Oinch.
Março 18, 2009 at 4:37 am
Não te imagino tendo crise de ciume =P
Março 18, 2009 at 10:51 am
Rá,
Quem diria!!!
Viva, glória, aleluia.
O amor vale a pena (sempre.
Mom
Março 18, 2009 at 12:21 pm
Rsrsrs, fiquei curioso nessas brincadeiras imbecis.
Mas o amor realmente muda, Parabéns gata, tenho certeza que vc naum vai sair da sua essencia, isso que é importante
Março 18, 2009 at 12:33 pm
uhae
e eu aqui encalhado! uhaeuhauhe
bjs
Março 18, 2009 at 2:17 pm
Concordo que a parte tensa de namorar é ter que abrir mão de algumas coisas. Mas acho que as vezes é isso que faz o namoro valer a pena… (sou rainha de namorar, acho que ja passei uns 6 aos da minha vida namorando…)
E eu não estou falando em mudar de personalidade por causa do amor… supremo amor… mas de se deixar entrar na vida da outra pessoa, por que, provavelmente, eu espero que a outra pessoa entre na minha vida também… o que inclui aturar alguns amigos e me apoiar a fazer algumas coisas q eu gosto de fazer, já que não é por que ele não gosta q eu vou deixar de fazer coisas erradas…
É tão bom ter alguém pra aguentar a gente na TPM, neh?
Março 18, 2009 at 3:02 pm
Caramba..me identifiquei bastante com esse post. Começo de namoro é sempre assim…tem aquela fase de adaptação. Tem que se adaptar aos programinhas de namorado, a família do cara, aos amigos. Mas acho que o mais difícil pra mim foi quebrar o meu coração de gelo, e como vc disse, “verbalizar e expor os sentimentos”.
Mas curta que tudo é uma delícia!
Março 18, 2009 at 4:09 pm
Ah! Teu cobertor de orelha é Mengão!? Pô… nem precisa continuar, o mlk é gente fina e teu bom gosto é felomenal! (resgatando bordões velhos de novelas nem tão velhas assim).
Você com seus dois meses, eu com meu primeiro mês. É sucesso e aquela palavra com quatro letras pra gente! =D
Março 18, 2009 at 4:11 pm
Ok… o que eu tentei desejar mas meu português de índio não deixou foi: Muito sucesso e aquela palavra bla bla bla… pra gente!
Março 18, 2009 at 5:52 pm
Ei vc esqueceu de falar do lado bom.
A opção de sexo garantida todo o dia é ótima!
Resposta da Rach: ahahhaah sim!! FATO! =D
Março 18, 2009 at 5:54 pm
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii Rachelllllllll!!!
Ameiiiii o post!!!! Não imaginaria outra pessoa escrevendo isso, é muito tu!
e vamo que vamo que o jogo continua
Bjussssssss
Março 19, 2009 at 1:30 pm
[...] Juraski em um post no seu blog, fez um comentário sobre seu relacionamento. Olha o [...]
Março 20, 2009 at 3:00 am
Jogo é jogo! E começo de qq coisas é assim mesmo. Mas o bom é que intimidade é algo crescente e com o tempo só melhora.
;-)
Março 20, 2009 at 2:27 pm
Adorei seu texto e me inspira em escrever a respeito no “Diário de Casal”. Namorar é fácil, difícil é manter … e nada como um jogo bem jogado e estratégicamente mexer as peças vão fazer com que pensamos em jamais voltar a vida de solteiro
Março 20, 2009 at 3:20 pm
[...] estava lendo um post da Raquel no blog dela “Eu gosto de uma coisa errada” e me fez pensar mais a respeito e resolvi colocar minhas idéias aqui no [...]
Março 24, 2009 at 4:04 am
Muito bom o seu texto, estive até olhando uns posts antigos e devio admitir: em poucos dos vários blog que visitei em minha vida, vi textos tão bons quanto os seus.. Parabéns pelo Blog e sorte no seu relacionamento!
Março 24, 2009 at 11:00 am
Amor… aproveite ao máximo enquanto tá rolando…
Em minha opinião é difícil manter porque tem prazo de validade. Quem ultrapassa esse prazo é mágico ou acomodado demais… Uma habilidade e uma caracaterística que não consigo desenvolver…
Daí… aprende a aproveitar o “momento”… O resto é viver.
Té mais e boa sorte pra ti… E no fim, fique feliz, consigo.
Março 26, 2009 at 10:09 pm
Rach, segura as pontas do namoro aí, pois posso te dizer que ter o nosso homem – se ele vale a pena, claro – é uma das coisas melhores do mundo!!!
Sorte
Março 27, 2009 at 1:13 am
É, nem só o amor vem sem manual, crianças vem sem bula, relacionamentos vem sem esperar.
Calma, tudo tem fases, a vida tem fases… faces… vc se imagina sempre, sempre e… sempre assim?
“Amadurecer” é preciso.
Tem gente prá dar dicas sim!!! Ninguém vai ver um tropeço e ficar quieto, se vc deixar…os amigos estarão sempre por perto. Nós nos moldamos à vida que construimos.Mas podemos remodelá-la a qualquer momento.A pergunta que não quer calar. Vc percebeu q amadureceu?
Março 27, 2009 at 5:21 pm
namoro e “anti-meiguice” parecem coisas excludentes p/ mim.
“mengão”? Não se preocupe, todos tem problemas =)
Março 31, 2009 at 9:17 pm
Não ficou claro, pois você refletiu no texto exatamente, as forças em oposição que continuam lutando dentro de você , é pelo jeito nada ficou resolvido.
Por favor, sem querer assumir um ar professoral acho que Freud aqui explicaria.
Ele disse que aos nascermos , trazemos dois instintos básicos:o da sexualidade ou reprodução e o da sobrevivência, no caso a alimentação.
Estes dois instintos básicos Freud disse que eram governados pelo “Princípio do Prazer”.
Em oposição a este nível psíquico, a cultura humana, criava o Super-ego, que seria a adoção dos hábitos e costunes socias aos quais nos moldaríamos.
Então, ele explicou que, o Super-ego era governado pelo “Princípio da realidade”.
Estes dois níveis vivem em constantes conflitos , e quando temos uma conduta consciente e resolvemos estes conflitos internos, entraria em ação a conduta do Ego.
Na reslidade você continua em conflito e mesmo querendo admitir o contrário, como viu, Freud explica.
Abril 14, 2009 at 1:45 am
Huuuuuuuuuuum… tá apaixonadinha!!!
Parabéns mocinha!! Felicidades!!
Mas… custava escolher um corintiano? (quem vê pensa que meu mino é..rs)
Bjocas e saudades
p.s.: Nunca esqueço do seu blog